segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ontem a Academia do Oscar (é esse o nome?) deu um tapa na cara da sociedade ao premiar Eclipse como Melhor Filme de 2010. Mentira - mas seria engraçadinho se fosse verdade. Eu assisti a premiação do Oscar pela primeira vez na vida e devo falar que gostei bastante. Vi a maioria dos filmes (dos 10 indicados a melhores vi 6, o que na minha concepção é muita coisa, rs), as piadas foram engraçadinhas, os números musicais foram bacanas, o palco foi redondo etc. Com a apresentação de James Franco e Anne Hathaway - mais da Anne na verdade, porque o James ficou super apagado ao lado de uma mulher que trocava de vestido a cada frase, tinha as melhores piadocas, tem o sorriso mais bonito que o da Penélope Cruz e cantou On my Own, e olha que eu adoro o James - dando um tom mais jovial e alegre a essa apresentação que costuma ter a mesma vibe que bingo de condomínio, o Oscar desse ano foi um tanto quanto sem surpresas - o que pode ser bom ou ruim. E eu vou falar o que, para mim, foi todo errado e o que foi lindo nessa grande premiação de total importância na vida de todos nós.


Melhor Edição de Arte e Melhor Figurino foram pra Alice no País das Maravilhas, que todo mundo tacou muita pedra e cuspiu muito ódio, mas é repleto de detalhes impecáveis. Acho que mereceu as duas estatuetas pela substância que a produção do Burton deu a obra de Lewis Carrol - que ainda é melhor que o filme - e por que não teve um concorrente a altura, né.

uso esse vestido mas to pintando flor e vc que assiste zack e cody
O Vencedor (título original: The Fighter; queria realmente conhecer o gênio que teve a ideia de colocar o final do filme na tradução do nome dele) levou os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante por Melissa Leo que foi tão chatinha no discurso dela ("me belisca, eu não acredito que isso está acontecendo") que a Anne Hathaway quase deu um tapa nela etc. Não gosto dessa Melissa, tava muito torcendo pra Helena Bonham Carter (melhor vestido da festa, apenas isso), mas o papel da Leo foi mais dramático e mimimi. Enfim, ainda tenho o sonho de ver a Helena bem linda num filme dramática só pra ela, e ela gritando alguma coisa como YOU KILLED MY SON YOU MOTHERFUCKER (acho esses tipos de diálogo legais) e ganhando o oscar lindamente. O filme ganhou também como Melhor Ator Coajuvante por Christian Bale (que na verdade só ganhou porque Reese Witherspoon, a diva da Avon que entregou o prêmio, tem tara por barbados), o que eu achei vacilo porque deveria ter ido pro Geoffrey Rush porque a) sem ele O Discurso do Rei não seria praticamente nada b) tem que respeitar a idade do Geo, nunca se sabe se ele vai poder concorrer de novo c) ele tem muito mais estilo, rs. Mas não se pode ter tudo. A categoria de Melhor Ator foi pra Colin Firth (não sobraria membro sobre membro da Academia se não fosse ele) por O Discurso do Rei. Galeros tava devendo um oscar pra ele desde A Single Man, mas King's Speech foi a consagração daquele lindo. Melhor Atriz foi pra Natalie Portman por Cisne Negro, porque simplesmente não poderia ter ido pra outra pessoa. Amo Anette Bening, mas Minhas Mães e Meu Pai é um filme muito morno pra ela. Amo Nicole Kidman, mas a depressão dela ainda é inferior a depressão vivida por Portman. Se a estatueta de atriz do ano não fosse de Natalie, não seria de mais ninguém.
christian bale pra que essa barba tão grande
Melhor Roteiro Adaptado foi pr'A Rede Social, o que eu achei mais justo impossível, enquanto o Melhor Roteiro Original foi pr'O Discurso do Rei, o que eu achei errado. O filme é baseado numa história real, ou seja, nem é tão original assim, né. Não acho nada mais lógico que dizer que A Origem tem um roteiro original bem mais original e surpreendente. Christofer Nolan, além de criar outros mundos - o mundo dos sonhos, adaptáveis e com pontes automáticas, o que é lindo -, fez todo um paralelo com a fantasia e com a filosofia, algo parecido com o que fez Matrix há doze anos atrás - com o parêntese que Inception é muito mais interessante. A Melhor Edição foi também para A Rede Social e eu concordo, uma vez que a edição de Fincher consegue fazer com que até uma conversa vire uma cena de ação.

mark aceita o eduardo de volta na empresa pfv
Os prêmios técnicos todos foram certíssimos dados para A Origem, mas acaba que ninguém dá muita bola pra esse tipo de coisa depois de Avatar provar que um filme consegue sim ser chato com efeitos visuais bons.  Harry Potter não ganhou porque realmente não era a vez dele, mas no Oscar 2012 ele tem que ganhar alguma coisa, né. Não assisti nenhum documentário de modo que não vou comentar a derrota do Brasil pela 546546ª vez. A Melhor Maquiagem foi pr'O Lobisomem, o que achei uma idiotice visto que ~não tem maquiagem em O Lobisomem~, portanto o prêmio deveria ir pro Johnny Depp que se maquia melhor que todo mundo em Hollywood. Melhor Fotografia foi pr'A Origem, o que achei estranho já que Inception é todo feito no computador, né? Cadê a arte, Brasil?? Nesse ponto acharia melhor dar o prêmio pra Bravura Indômita porque fiquei com pena dele não ter ganhado nada :\ Melhor Canção foi pra Toy Story 3 (que também ganhou Melhor Animação aquele lindo <3) por We Belong Together, uma música muito bonitinha, fofinha etc, mas acho que deveria ter ido para 127 Horas por If I Rise, que é bem mais bonita. Aliás a Melhor Trilha Sonora também deveria ter ido para 127 Horas e não para A Rede Social, que tem uma trilha belíssima que, junto com o James Franco, é uma das protagonistas daquele filme ~ achei extremamente estranho que 127 Horas não tenha ganhado nem o prêmio de melhor letreiro de créditos.

saudades do meu braço direito
Aí chegamos na ponta do iceberg (?). Melhor Diretor foi pro Tom Hooper por O Discurso do Rei e Melhor Filme foi pro mesmo. Pode isso, Sandra? ((Aí vocês completam: "Pode não, Evaristo")) The King's Speech é lindo? É. A estética é genial? É. As atuações são brilhantes? São. Heleninha é linda? É. Os diálogos são sensacionais? São. Mas todas essas qualidades 'tão presentes em outros filmes indicados também. Se eu fosse o dono daquela bodega, talvez eu manteria o Hooper como o diretor de 2010, mas mudaria o título do melhor filme pra Cisne Negro, do Aronofsky. Porque Cisne Negro é, como disse Nina Sayers no final... perfeito. O Discurso do Rei é um conto belíssimo sobre a superação de um rei que tinha como rival Hitler e precisava ser tão eloquente quanto para poder falar com o povo. Mas a perfeição de King's Speech já foi vista algumas vezes e já premiada pelo Oscar. 2010 foi o ano de Cisne Negro, ao menos pra mim.


Então, é isso aí, galero (isso é, se alguém leu isso tudo), nós ficamos por aqui etc etc. Dirigem com cuidado, usem camisinha e essa coisa toda que dizem no carnaval.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Então, minhas amigas donas de casa, primeiramente desculpa por não ter continuado com os posts da listinha (eu sei que ninguém liga, mas né), mas é que aquilo é muito cansativo e tals - o dia 1 eu fiz com alegria, o 2 eu fiz com disposição razoável e no 3 eu já tava querendo acabar com aquilo tudo. Enfim, o ano letivo começou há umas 2 semanas, eu acho, e eu comecei a estudar desde o primeiro dia e pamps, de modo que eu venho conseguido gloriosamente diminuir meu tempo na rede mundial de computadores (a internet), à exceção dos fins de semana. Bom, eu sei que to atrasado - como sempre - mas eu to a fim de escrever sobre os últimos lançamentos da Lady Gaga e da Britney Spears ((rs)). Vamo falar um pouquinho de Born This Way.

nasci nessa estrada
Em primeiro lugar eu devo falar que eu até gostei de Born This Way. Não acho que a letra e a melodia façam com que a música tenha o potencial necessário para se tornar o "hino da geração" - mas tenho quase certeza que o clipe vai fazê-lo, uma vez que a gente conhece a força dos vídeos da Gaga. Achei alguns pontos da letra meio forçado e tudo o mais, mas acho um tanto 'ignorável' a comparação com Express Yourself, como se Madonna fosse a coisa mais original dos anos 80/90 (nega pega um vídeo de Marilyn Monroe, refaz com uma nova música e todo mundo fala que a mulher é um gênio, não é assim que funciona, galera). Enfim, achei a música bem dançante (como 90% das músicas dela) e curti bastante. Mas, como fã da Lady Gaga, me vejo no direito de falar que, ao contrário de toda propaganda em volta dela, não acho que ela seja uma líder da militância homossexual. Se fosse assim, desde os primeiros trabalhos dela haveria essa inquietação contra a homofobia e tal. A afeição que os gays tiveram com ela só surgiu depois da identificação dos mesmos com a proposta do feminismo da Gaga, que a princípio não era destinado a eles. E a artista aproveitou-se disso, pegando carona no movimento contra a homofobia que vem surgindo desde o início da década passada, assim como Madonna fez com o movimento feminista. Gosto de Lady Gaga pelo talento inegável que ela tem para as músicas e produção delas (no que incluem vídeos, atitude etc), mas não pela militância um tanto quanto forçada a quem ela vem se dedicando nos últimos, e nos próximos, projetos - nesse aspecto, prefiro Ricky Martin, por exemplo. ((Já a apresentação da Gaga no Grammy eu gostei, e acho bom vocês não me julgarem))

nasci desse jeito
Agora vamos dar as mãos e falar do clipe de Hold It Against Me, que a Britney prometeu que ia ser revolucionário.


Tudo começa com a Terra vista do espaço pra dar um ar de futurista, depois uma imagem de fogo e uma lâmpada queimada, tudo assim muito aleatório. Começa com a Britney cantando entre vários homens de cueca, mais ou menos igual aos outros vinte clipes dela. O vídeo todo acontece dentro de uma espécie de estúdio/túneo, que dá uma ideia proposital de caustrofobia, que, puxa puxa pessoal, não tem nada a ver com a música, mas a gente finge que foi uma ideia interessante e original. Ah, no primeiro minuto do clipe a Britney perde a cintura e o umbigo também (?).


Propaganda de perfume deixa a dúvida se a menina é a Britney ou a Avril Lavigne.
~daí fica a mesma coisa por vários segundos, dancinhas que tem como objetivo serem sensuais, propaganda de câmeras, linhas de maquiagem etc etc etc~

so meiga
Daí, na melhor parte da música, aparece a menina com o mesmo vestido da Bjork na abertura das Olimpíadas de Atenas (?). Não entendi muito bem a referência que ela quis fazer, mas acho que ela tava tentando dizer que a vida é um grande jogo de futebol, ou algo do tipo. Ela tá num túnel que exibe imagens dos clipes antigos dela, mostrando que, opa, eu cresci agora sou mulher. Daí ela voa, e eu achei essa parte interessante, pena que fiquei ofuscado pelas luvinhas de tubos nas mãos dela.
~propaganda de site, propaganda da Sony, tomadas aleatórias em preto e branco~


Daí vem a Britney loca loca loca no meio de câmeras e microfones representando a angústia que ela passa com a perseguição da imprensa - como se ela não precisasse disso pra ganhar o dinheiro pro leite das crianças no fim do mês, né - e aparece uma boca cantando como uma referência a The Rocky Horror Picture Show (um filme que é tão bom que merece um post exclusivo aqui no blog), que deve fazer algum sentido no clipe. 
~repete essas cenas + dancinhas atééé o fim da estrofe~

cosplay de personagem de saramago
Vem umas pessoas sem olhos meibebadas ao redor da Britoca flutuante. Na verdade eu não entendi isso, gostaria que vocês me explicassem nos comentários.

smiling & rainbow britney
Chega a Britney num sorriso Heath Ledger que valeu pelo clipe todo, e depois ela joga tinta dos dedos nos clipes antigos dela, mostrando que ela já superou todas aquelas fases e tal. Todos dorme.

tarantino ficaria orgulhoso
Daí a Britney começa a brigar com ela mesma, meio que representando a bipolaridade, confronto de gênios, ou algo assim - pois é, BS foi a primeira hipster do mundo moderno, agora só falta fazer um clipe onde ela bebe café e lê Nietzsche. Nessa parte do clipe, tá todo mundo perguntando: "Britney, qq você tá fazendo". No fim da cena (que demora horas, aliás) as duas caem, a Britney das tintas cai e a Britney que aparece no início do clipe se ergue. Vocês entenderam a filosofia da superaçzzzZZZzzzzzzzzz.

meu nome é britney e o apelido é quero voltar a ser o que eu era antes mas não sei como que faz
Aí depois de tudo ela se veste com uma roupa que estranhamente me lembra a Miley Cyrus que ela comprou na Galeria do Rock e começa a dançar no refrão com os home dela, né. Rola gente de máscara, explosões, chuva de papel picado e um ponto de interrogação no final representando o por que da gente perde tanto tempo com essas coisas.


Então, galero, é isso aí. Estudem muito porque senão vocês podem acabar na frente de um computador tentando entender a tentiva de uma artista vinte e cinco por cento de sair do limpo das cantoras.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dia 8: Um vídeo.


I GOT A POCKET GOT A POCKET FULL OF SUNSHINE I GOT A LOVE AND I KNOW IT'S ALL MINE OH OOH OOH OOOOH

Porque meus fins de semana são exatamente assim =) (aliás eu recomendo muito o filme que tem essa cena, Easy A)