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| SMILE FOR THE CAMERAAAAAAAAAAAAA n |
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Ninguém se importa com seus sonhos. Sério, quando digo ninguém eu realmente quero me referir a ninguém mesmo. Nem a sua mãe que sempre se mostrou muito interessada, fazendo pausas dramáticas para absorver a emoção, fazendo perguntas e comentários pertinentes nos momentos certos, nem ela dá a mínima pelos seus sonhos - aliás, as mães sempre dão ótimas atrizes da Broadway. Ninguém realmente se ocupa para prestar atenção quando você fala que sonhou que era seu aniversário e estavam todos no mar e de repente você foi andando com seus amigos para Salvador, mas não era bem Salvador, e de repente todos choraram porque Michael Jackson morreu e daí aconteceu um monte de coisa que você não se lembra, mas você sabe que aconteceu. Mas falar sobre sonhos é sempre um assunto imorredouro na nossa sociedade e assim deve ser, principalmente porque eu li/assisti/inventei/psicografei em algum lugar que quando uma pessoa conta seus sonhos pra gente meio que significa que essa pessoa confia em você e esse gesto super banal comprova isso, e ouvir sonhos de uma pessoa pode ser até interessante se nele você está arrasando, EXEMPLO: sonharam que eu estava dirigindo um conversível azul com caixas de sons monstros levando a galera, só no poder =) O nome da pessoa que sonhou isso é um segredo que eu jamais revelarei: leila. Gente, mas já que reuniu a rodinha ao redor da fogueira aqui para falar sobre sonhos, vou falar o sonho mais bizarro da minha vida que eu tive há, sei lá, três meses atrás e eu preciso registrar em algum lugar para o caso de eu arrecadar dinheiro para fazer um filme baseado nele, o que eu acho meio improvável. Então, eu to lá vestido de branco numa sala onde tudo é branco e de repente ouço o som de um bebê chorando. Procuro desesperadamente o bebê e não acho. Rola um espelho no meio da parede branca, eu me vejo e percebo que meu cabelo está volumosíssimo e enorme, o maior exemplo do black power solto balança do mundo. Começo a chorar enquanto procuro o bebê - coerência, cadê? Daí eu encontro a criança que, opa, está com um macacão branco tapando todo o corpo, exceto as mãos, os pés e a cabeça. Eu seguro ele e me olho no espelho de novo. Então eu percebo que o bebê está todo sujo de sangue. Daí cai aquela toalha negra de todo sonho e eu não lembro de mais nada ._.' Enfim, você pensa: a) os roteiristas do meu subconsciente são muito criativos ou são muito criativos b) sou um caso psicanálitico c) nem Freud explica. Ai, que post mais nadaver, relevem .-.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Abre parênteses. Na verdade, não sei por que abri esses parênteses se a própria vida não carece deles. Ora, não tenho vivido eu um grande parêntese? Não tenho sido eu uma grande meia lua, calada, pálida, tonta? Não tem o ano se estendido e tocado-me com seus dedos longos de meses inconstantes, me provocando a fazer alguma coisa? Não tenho eu andado pelos incômodos da casa, procurando algo que me sustente, que me justifique? Por vezes eu sorrio, porquanto consigo me manter por fora. Me vejo cansado de tantos dias. Acontece que estou farto. Não sei do que, não me pergunte do que. Sinto como se estivesse prestes a vomitar. Não sei o que, não me pergunte o que. A bile me sobe a garganta e vai embora, como se desistisse se sair, e sinto a cabeça doer-me, como se o cérebro, antes inútil, pesasse. Tirei zero numa prova. Não sei de que, não me pergunte de que. Talvez seja a de matemática que fiz - fiz? - outrora, de manhã. Talvez seja uma maior e mais duradoura que não sei ainda qual é e pretendo continuar assim até o fim do ano. E o ano, não tem fim? Se o tem, por que é tímido e parece afastar-se? Na verdade, pouco importa. O que importa é que os anos acabam, esses anos de vinte e tantos meses, alegremente acabam, tortuosamente acabam, esdruxulamente acabam. Na verdade nem isso importa. O que importa? Não sei o que, não me pergunte o que. Sinto-me como o conteúdo de uma jarra vazia despejado num copo igualmente vazio e por fim derramado num terceiro depósito vazio, numa mistura homogênia e sem sentido. A verdade é que tenho preguiça. Minto; a verdade é que tenho sono, mas tenho preguiça de ir dormir. Faltam cinco horas para a semana se acabar, me acabar. Sete dias tão fugazes e eu não me envolvi. Com nada, quero dizer. Com ninguém, quero dizer. Nem com livros ou com músicas ou com filmes ou com pessoas ou com palavras ou com chaveiros. Sete dias tão fugazes e tão fáceis de se esquecer, de me esquecer. Minha cabeça continua doendo. Consequência desses dias monótonos que me perseguem. Tenho de fazer alguma coisa. Não sei o que, não me pergunte o que. Fecha parênteses.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Traquejo social: não tenho. Sério, eu admiro muitíssimo pessoas que chegam no lugar e conseguem ser casuais sem tentar, lançam piadas espontâneas, falam as coisas certas e já saem com o telefone, twitter e cpf de todo mundo com que teve uma conversa sutil. Comigo não é bem assim; sempre rolam as piadas sem graça, os silêncios constrangedores e os assuntos mais nada a ver do mundo para puxar assunto no estilo "você curte literatura sueca?". Preciso de pelo menos uma semana para me aproximar de uma pessoa e uns três meses para conquistar a confiança de alguém. Não sei exatamente quando isso foi acontecer: eu lembro que, quando eu era criança, meu pai me tacava em uma piscina em algum clubinho família feliz, eu me aproximava de alguém, falava oi e pronto, eu já conquistava a amizade eterna de todo mundo. Nós éramos melhores amigos e compartilhávamos o pacote de passatempo. Mas depois que as pessoas crescem elas ficam chatas e complicadas, já dizia Nietzsche - mentira, só atribuí essa frase a ele para dar um pouco mais de credibilidade. Daí entram as mentiras sociais, que são muito úteis para qualquer ocasião. Óbvio que algo tão útil é também muito criticado pelos vegetarianos chatos que dizem que o que só importa é o interior e acham mesmo que acreditam no próprio discurso. E, além das mentiras sociais, temos as fofocas. Que todo mundo - entenda todo mundo por todo mundo, mas todo mundo mesmo - fala. Até a Fátima Bernades; jornal é uma fofoca culta, se liguem. E isso é horrível. Mas é sempre bom. É como eu costumo dizer, há males que vem para o ben10. Todo mundo fala mal de todo mundo, o que não significa que todo mundo está errado, uma vez que, em contrapartida, todo mundo está falando mal de todo mundo. Exemplo: Pessoinha 1 é amigo de Pessoinha 2 que é inimigo mortal de Pessoinha 3. Pessoinha 2 fez algo x com Pessoinha 1, supondo que x seja igual a uma coisa muito ruim. Daí Pessoinha 1 faz coisa 2x com Pessoinha 2. Mas Pessoinha 2 não pode reclamar, porque ela já tinha feito coisa x antes e toda ação tem uma reação, a reforma agrária está aí e pamps. Daí Pessoinha 2 fica muito triste e vai desabafar com Pessoinha 3 na praça de alimentação do shopping. Nesse desabafo, ao som de Little Help From My Friends, Pessoinha 2 fala mal de Pessoinha 1. Nisso, Pessoinha 2 fica muito íntimo de Pessoinha 3, eles namoram e se casam sete meses depois numa linda praia sulista num fim de tarde, Rita Lee na vitrolinha e um pastor daqueles moderninhos cantando Happy Day no altar enquanto os catorze convidados tiram fotos, final de filme style. Entendeu? Fofocas unem pessoas, criam novas relações, aproxima os seres humanos, gera casamentos. É lindo.
Sabe, eu não me entendo. Jurei pra mim mesmo que ia me dedicar ao máximo nas coisas que eu tenho dificuldade na escola e tal. Mas amanhã tem prova de química e matemática. Eu deveria passar all day estudando, começando das 14h até minha cabeça explodir e os meus miolinhos irem todos lindos rumo a escola fazer a prova com minha canela que nem esferográfica é. Mas não. Já contabilizei mais de duas horas que eu to na frente do computador, no twitter, lendo A Casa dos Budas Ditosos e Os Homens que não Amavam as Mulheres. Eu deveria pelo menos me preocupar, mas a verdade é que eu não to nem aí. Alguém me dá um soco, por gentileza?
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| esse sou eu de manhã |
domingo, 8 de agosto de 2010
Eu sei que o universo de esportes e a minha pessoa são tão próximos quanto, sei lá, a humanidade e o bom senso e que o meu tipo físico é à la Edward Scissorhands (os outros exemplos que eu pensei são muito vergonha alheia), mas se tem uma coisa que eu muito me orgulho nesse grande clipe da Lady Gaga que é a vida, é que eu sei andar de bicicleta. Isso é uma das poucas coisas que eu me orgulho de dizer eu sei e me dá todo um sentimento de superioridade quando eu vejo uma pessoa aleatória que diz com um sorriso constrangido que não sabe andar de bicicleta. Porque daí eu posso pensar que a pessoa pode ser a herdeira do Eike Batista, mas não sabe andar de bicicleta e eu sou só a vitória sobre duas rodas, COME ON VOGUE LET YOUR BODY MOVE TO THE MUSIC. Mas, olha, mesmo a bicicletinha sendo um ótimo veículo que não gasta gasolina e dá a você aquela oportunidade de aparecer numa foto de We♥It pedalando lindamente, com fone de ouvido e preto e branco, não vá achando que você é a versão esportista do Johnny Depp, porque, na realidade, você está suando desesperadamente, sem mais carboidratos no corpo pra converter em energia (acho que é assim que funciona) e, por conseguinte, MORRENDO sobre duas rodas, sendo xingado por motoristas que sofrem de obesidade mórbida, estresse e/ou impotência, subindo as ladeiras da sua linda cidade interiorana como se tivesse um rinoceronte nas suas costas e no fone de ouvido tocando músicas completamente nada a ver com o sublime momento que você está a viver, EXEMPLO: você está descendo loucamente a ladeira, num momento de euforia e num ritmo frenético, sensação de bem-estar e endorfinas, mas no iPod, em vez de estar tocando McFly ou qualquer banda alegre, está tocando NÃO TINHA MEDO TAL JOÃO DE SANTO CRISTO. Daí você vai lá tentar mudar de música, mas como sua coordenação motora é meio falha à setecentos quilômetros por hora, você acaba se desequilibrando e caindo lindamente no chão e acordando num hospital estranho e descobrindo que era tudo um mundo paralelo e na verdade você é metade vampiro metade gigante: VAGIGANTE - essa última parte é alternativa. Ou quando você está na terceira hora de pedalada, morrendo de tédio e querendo que um buraco se abra no chão para você cair e descobrir um novo mundo, tipos Alice, está tocando, sei lá, Alejandro. Além, é claro, de você ficar com as nádegas doendo porque aquela parada da bicicleta que fizeram para você sentar praticamente te estuprou o percurso todo. OU SEJA, é muita elegância bem-estar você andar de bicicleta se você for todo trabalhado na paciência, como eu.
ps: não tenho bicicleta porque meu pai, numa tentativa frustrada de provar seu eterno amor e devoção a mim, vendeu-a. Por falar nisso, feliz dia dos pais para o meu pai - que achou mesmo que ia ganhar mais que um abraço e um eu te amo de dia dos pais, essa data capitalista que é um absurdo, vamos todos dar as mãos e protestar contra o sistema, beijo.
ps: não tenho bicicleta porque meu pai, numa tentativa frustrada de provar seu eterno amor e devoção a mim, vendeu-a. Por falar nisso, feliz dia dos pais para o meu pai - que achou mesmo que ia ganhar mais que um abraço e um eu te amo de dia dos pais, essa data capitalista que é um absurdo, vamos todos dar as mãos e protestar contra o sistema, beijo.
sábado, 7 de agosto de 2010
O que falta nessa geração? Ousadia. O que falta nesses artistas? Coragem. Basta olhar os números do youtube; não faz muito tempo que Baby, do Bieber, ultrapassou Bad Romance, da Gaga, em vizualizações e se tornou o clipe mais assistido do mundo na internet. Os tempos são difíceis no mundo artístico/pop: tudo era igual e previsível, e, quando surge Lady Gaga no cenário, uma das artistas mais ousadas, originais, criativas e imprevisíveis, vem Justin Bieber e a desbanca. Velho, qual o problema dessa gente? Por que a moda agora é ser comportado e pouco original, vide as novas bandas em ascensão, os livros e os filmes mais consumidos etc? Nada contra a moda colorida e a falta de personalidade evidente nas novas ondas, todos temos direito a nossos momentos de futilidade. Mas daí a considerar esses novos modismos como ícones de uma geração é uma vergonha alheia sem tamanho. Jogo rápido: o que é mais marcante ou qualquer adjetivo do gênero: Eu quero seu amor e eu quero sua vingança, você e eu podemos escrever um romance ruim ou Baby, baby, baby, oh, baby, baby, baby, eu pensava que você seria minha pra sempre? Qualquer um pode concluir só em ler esses refrões de que essa geração prefere o bom comportamento do que a transgressão. E a transgressão é muito melhor, vamos combinar.
Na minha terra tem palmeiras onde canta o Los Hermanos, não o Restart, pelamor.
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| Clipe que deveria ser o mais visto do mundo. Quando vi pela primeira vez, vomitei. Mas depois de rever me apaixonei completamente, porque é genial. |
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Inspirado n'O dia em que Júpiter encontrou Saturno :)
- Vou à Bahia.
- Vou ao Rio.
- Te mando um postal de lá.
- Te mando um postal de lá.
- No meu vai ter um farol no meio do mar.
- No meu não vai ter farol, só mar.
- Vou te sentir saudades.
- Vou te sentir saudades.
- Dormirei com outras tentando sentir teu cheiro.
- Beijarei várias bocas tentando sentir teu hálito.
- Terei uma filha e colocarei nela o teu nome.
- Terei um peixe e colocarei nele o teu apelido.
- Escreverei cartas que nunca serão enviadas.
- Escreverei poemas que nunca serão lidos.
- Fingirei que morreu e porei teu cadáver na memória.
- Fingirei que dormiu e porei teu sono na minha história.
- Vou chorar e esquecer.
- Vou esquecer e chorar.
- Vou à Bahia.
- Vou ao Rio.
- Te mando um postal de lá.
- Te mando um postal de lá.
- No meu vai ter um farol no meio do mar.
- No meu não vai ter farol, só mar.
- Vou te sentir saudades.
- Vou te sentir saudades.
- Dormirei com outras tentando sentir teu cheiro.
- Beijarei várias bocas tentando sentir teu hálito.
- Terei uma filha e colocarei nela o teu nome.
- Terei um peixe e colocarei nele o teu apelido.
- Escreverei cartas que nunca serão enviadas.
- Escreverei poemas que nunca serão lidos.
- Fingirei que morreu e porei teu cadáver na memória.
- Fingirei que dormiu e porei teu sono na minha história.
- Vou chorar e esquecer.
- Vou esquecer e chorar.
domingo, 1 de agosto de 2010
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