sábado, 31 de julho de 2010

O filme começa com a música que sempre está nos ouvidos dos fãs. Depois o livro se abre, começa a história, as piadas, os deboches, etc. Assisti Shrek Forever e amei. Claro que muitas pessoas se decepcionaram, mas quem liga? Shrek foi o primeiro filme que eu assisti no cinema e desde então é a melhor animação do mundo para mim. É bem honesto; deixa claro que está ali para te divertir. O filme todo é muito imprevisível e a mensagem que vem ao final é sutil - valorize sua família, sua rotina, suas obrigações, pois tudo isso é a sua vida. Obrigado, Shrek, seu lindo.

Gaga
Bom dia, porquinhos-da-ítália ._. Última quarta eu fiz uma viagem rumo à Bonfim de Feira (?) com uma turminha do barulho e foi divertido, rebolation etc. O problema é que a galere tá me cobrando as fotos numa violência que vocês não tem noção, to me sentindo muito pressionado, ME LARGA. Enfim, como eu não tenho paciência pra pôr todas as fotos num twitpic ou num flickr ou em setecentos cedês e sair distribuindo loucamente com as mãos para cima, eu resolvi que vou pô-las aqui no blog mesmo, até porque ele é meu e eu faço o que quiser com ele, doa a quem doer, sou rebelde to nem aí, beijo.

 Claro que essas são só as fotos emocionantes, né, tem outras milhares ainda. Somos lindos? (  ) sim (  ) claro.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Tinha que ir e viver ou ficar e morrer"
Deixa Ela Entrar
- É tudo tão igual.
- Não te entendo.
- Vê o céu; é o mesmo que de ontem.
- É porque o sol ainda brilha igual.
- É isso que eu estou falando.
- Mas isso nada significa.
- Explica.
- O sol muda, mesmo sem mudar.
- Não te entendo.
- Ele é o mesmo, mas não o é.
- Suas explicações são péssimas.
- Pode ser que teu olho não vê, mas algo muda lá em cima.
- Não muda, por isso é tão igual.
- Muda sim; uma molécula de alguma coisa se desfaz ou morre ou sai disfarçadamente para dar espaço a outra. Só isso muda tudo.
- E não muda nada.
- Olha.
- Estou olhando.
- Não é olha de ver, é olha de escutar.
- Estou te escutando.
- Se você for embora...
- Quer que eu vá embora?
- Não quero; fica. É só um exemplo.
- Continua.
- Se você for embora, eu mudarei. Mas, depois das lágrimas secarem, eu me reconstituirei e voltarei a ser o que eu era antes de você ou durante você.
- Você mudará e ficará igual.
- Entende?
- Entendo. Preciso ir.
- Por quê?
- Vê o céu; já mudou todo e está escuro.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Estamos eu e Larissandrade vivendo como fugitivos num lindo solar sulista assistindo Pulp Fiction quando de repente a porta é arrombada. Penélope Cruz entra correndo desesperadamente com um revólver na mão e começa a atirar. Eu me escondo atrás da televisão enquanto Larissandrade faz um discurso sobre a posse ilegal de armas de fogo no nordeste da Espanha. Penélope Cruz se arrepende, começa a chorar e se mata. Larissandrade e eu nos abraçamos, resolvemos esconder o corpo e nunca mais falar do assunto. A campanhia toca e eu vou atender cantando is this real life or just fantasy?, enquanto Larissandrade pega os batons da bolsa da Penélope Cruz. Abro a porta e é Percy Jackson que veio para as aulas de reforço de física. Eu invento uma desculpa qualquer e o dispenso, porque não quero que ele veja o cadáver. Sobe os créditos e a plateia vai embora extasiada.

É mais ou menos assim que meu subconsciente funciona.
(Post hoje é comemorativo pelo aniversário de @LarissaAndrade :D Que deus te dê muitos filhos ruivos) 

domingo, 18 de julho de 2010



Melhor filme do Burton. Vale a pena cada segundo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010


É um erro acreditar que é possível resolver qualquer problema importante usando apenas batatas
Douglas Adams

 Olha que maneiro, to delirando. O colégio está estuprando a minha mente e eu to desintegrando. Próximo sábado vai ter prova de geografia, inglês e química. Vai dar merda, certeza, mas eu estou aqui na luta lutando contra a maré e estudando quase que loucamente. Pior que eu não posso me dar ao luxo de acionar o fuck you pra prova de química porque eu não me lembro exatamente quando eu tirei mais que 50% numa prova esse ano e escutar Mika como se, calma, tá tudo bem agora. Sério, alguém me explica AONDE na minha vida eu vou precisar saber comofas ligação sigma, pi ps² (e isso de ligação sigma e mimimi assumem o topo da lista que coisas de química que eu nunca vou entender)? Agora me diz: como as pessoas conseguem chegar no terceiro ano? Como as pessoas conseguem chegar na faculdade antes de, sei lá, enlouquecer ou pedir arrego? 

Ouk, tá tudo bem agora. Ponto alto dos últimos dias foi eu ter assistido A Fantástica Fábrica de Chocolate. Pretendia ir ao cinema, mas a única opção acessível era Eclipse e eu não tava numas de pegar fila quilométrica pra ter que aguentar um monte de pré-adolescentes gritando desesperadamente na sala do cinema e BATENDO PALMINHAS NO FINAL - engraçado que quando eu tava escrevendo isso de Eclipse passou um caminhão de lixo na frente de casa, seria um sinal? Fica aí a dúvida.

Terminei de ler A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams, da série mais sem-noção do mundo, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Sabe o que o livro me ensinou? Nada. Quer dizer, tem lá críticas a sociedade e pamps, e diz que a resposta referente a Questão Fundamental da Vida, o Universo e Tudo Mais é 42, o que é muito reconfortante. Mas, cara, não sei o que tem de tão especial nessa série que as pessoas se jogam por ela. Ok, ela é legal, as alegorias são incríveis e O Restaurante no Fim do Universo é engraçadíssimo na velocidade 7. Mas não acho que tem nada de muito fascinante aí não. Er, não me matem.

Gente, tá insustentável, sério. Minha cabeça tá doendo horrores desde sábado, put a keep are you. Quero pedir arrego, quero ver filme do Woody Allen tomando ovomaltine/água de côco sem me preocupar com fucking prova nenhuma, é pedir demais? É. Ah, então eu vou lá estudar até porque só faltam dois anos e meio pro fim do segundo grau, né? #wait

sábado, 10 de julho de 2010


O que te estraga, garoto, é a solidão. Talvez nem seja ela; talvez seja você a própria solidão. O que te estraga, garoto, é você mesmo. Sim, pois vejo-te sentado lendo livros inflamados enquanto os outros vibram ao som das próprias gargalhadas. Vejo-te preso a esta cadeira, na tua clausura de pedra, fone de ouvido tapando-lhe os ouvidos, música alta e tosca que ninguém além de ti gosta. O que te estraga, garoto, é a forma preguiçosa com que ages de manhã. O sorriso torto que você lança aos outros é dessa tristeza alegre, apatia herética, que teu rosto sustenta. Ninguém se importa que não tem amigos a quem derreter as lágrimas e amarguras escondidas: ergue-te. O que te estraga, garoto, é a face manchada. És fraco, pouco suporta. Mesmo o nada parece pesar o mundo sobre tuas costas. Mente aos outros, mente a si, finge ser o que realmente é só para ter certeza do que nunca poderá saber. És bobo e sem-sal: tuas piadas não me fazem rir. Mas não quero-te preso em si mesmo. Foge. Esquece os filmes estrangeiros, os livros inflamados e as músicas toscas na varanda. Corre até cansar-te e, quando chegares ao fim da estrada, quem sabe não sorrirás um sorriso menos torto do que o de agora? O que te estraga, garoto, é a solidão.

É um pensamento bobo, um tanto infantil, talvez: Nada é impossível, diz A Fantástica Fábrica de Chocolate. Não deve ser levado a sério.