segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Falta de Assunto, shiu!

 
Talvez você seja um desajustado dessa vida que 
ainda não foi pro mundo da luz e do luxo e da sedução.
Mas, olha, ainda resta um pouquinho de esperança.
É só se hospedar no Hotel de Papelão e pronto!
Você estará perdoado pela sua vida toda para sempre.
E sempre.
Amém!

sábado, 29 de agosto de 2009

Mostre seu angélico segredo

Meu mundo fazia feliz sua rotação quando eu estava assistindo Everybody Hates Chris na Record. Mas aí o programa acabou, e com ele minha vontade de ver tevê. Mas de imediato veio um tal de Geraldo Brasil (acho que é assim), um cara com uma voz irritante, mostrando um caso que aconteceu aqui pertinho em Salvador. Tipo, eu fiquei em estado de black power solto balança, meus órgãos quase viraram água e saíram pela boca. Gente, foi triste demais! Pelo que eu me lembro, o caso era uma professora primária de Salvador que foi num baile de pagofunk se divertir, zoar, pular etc (plagiando o Vitor e seguindo a canção...) e aí ela bebeu e dançou a música do Todo Enfiado - eu acho que não preciso explicar mais nada porque eu sei que, apesar d'esse blog ser acessado principalmente por crianças, a galerë toda super domina o assunto. Daí que colocaram o vídeo na internet e a humanidade brasileira toda ficou chocada como se não houvesse amanhã. E a professora foi demitida.Gente, bamos raciocinar um pouquinho. O que é o Carnaval de Salvador? Isso, você acertou! Carnaval de Salvador nada mais é que sexo, drogas, axé, pagode, mais drogas, mais pagode e muito mais sexo explícito. Ou não? Ou seja, cerveja, se condenarmos a professorinha a gente vai ter que condenar toda a galerë que arrasou geral nos carnavais de rua da vida, né? Pura hipocrisia, criançada! Deixa a pessoa se divertir, requebrar até o chão. Tá no direito dela. Cá pra nós, quem nunca dançou a dança do Todo Enfiado aqui, hã? Brincadeira, mas eu super concordo com a inocência da professora. Dado Dolabela bateu numa senhora de 63 anos e todo mundo o acha luxo, glamour e sedução. Para o blog que eu quero descer. Grato!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O que você quer ser quando crescer?

Súbito, me bateu um medo do futuro. Letras. Será em meio delas que eu viverei. Mas como? Ensinar é um cargo pesado demais para alguém de carne fraca como eu. Você não tem força para ter força. Mas há um ponto a mais. Eu sonho em viver puro e simplesmente de palavras. Eu queria que alguém pagasse pelas minhas letras. Não ligo em vender minha alma em forma de palavras, como fazia Clarice. Eu sou fuficiente para mim. Mas o amanhã é tenso e cheio de armadilhas. As armadilhas são visíveis. Eu me garanto. O erro é a visibilidade. O futuro é assustador. É melhor tentar o fácil. O fácil não me interessa. A lama também não. Se o futuro me for difícil, o mundo caberá em meu grafite. Será?
-O que você quer ser quando crescer?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Temos o ônibus inteiro no nosso quintal...

Eu queria fazer um post sobre os meus assunto que vocês não estão nem aí sempre estão desesperados pra saber. Queria escrever sobre a moral, a ética, a mídia, gripe suína, terceira guerra mundial, rodar e rodar até ficar tonto e cair no chão, danças eslovenas, declamações dramatizadas de poemas barrocos do século XVI (ah, esse último é uma outra história do almanaque!). Mas tudo que eu tenho a dizer a vocês é isto:E um diálogo interessante que houve entre um desconhecido qualquer e eu no ônibus:
Desconhecido: Quê isso, vai ficar distante de geral, da galera, do pagodão? Vem com nós que a onda é se divertir, fazer novas amizades, se distrair, tá ligado? É isso aí.
Eu: q

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A alma é cheia de mistérios

Eu sei que hoje em dia ninguém liga mais pro Orcute, porque a humanidade tem twitter, facebook, last.fm e tantos outros bagulhetes da vida. Mas hoje eu tava saltitante e serelepe pela relva florida do baile (na verdade, internet!) quando a vida me fez a seguinte Sorte de Hoje: "Os dias são longos, mas os anos são curtos". Tá. Ok. Beleza. Bamos a uma análise lexicológica da questão. Primeiro; se uma pessoa está num site disléxico de relacionamentos ela não quer refletir. Se ela quisesse refletir, ela assistia Capitu com a mão no queixo e perguntando: Why the sky is blue? Segundo; que coisa mais estúpida. Terceiro; não tem os direitos autorais da frase. Fiquei totalmente *chocadëd* quando não vi o nome do autor. Quem, por Deus, foi a mente brilhante que redigiu essa mensagem? Fiquei besta! E por fim, vamos às questões cruciais. Quem acha que os dias são longos? EEEEEEU! E quem acha que os anos são curtos levanta a mãozinha, please? EEEEEU! Tá vendo? Isso é mais óbio que beijar de língua. Todo mundo já sabe. Gr. Ah, e desconfie de frases anônimas sempre. Isso me parece MUITA falta de Google.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Miss (in)coerência 2009

Notem que já começou tudo errado. Venezuela me lembra petróleo, ditadura, autoritarismo, revoltas populares, destroços, gente chorando e sofrendo. Nem de longe eu acho que tem miss pro lado de lá. Mas tem. E não tem? Tem! Mas, olha, deve ter alguma coisa de muito estranha com a raça das venezuelanas. Essa espécie ganha tudo que é concurso. Eu acho que as europeias e eticétera deixam as latinas ganharem porque ficam com pena, já que a Europa dominou geral aqui na América. Ou não, vai saber! Mas, mudando um pouco de assunto, eu queria falar da Miss Simpatia. Gente, eu acho isso mó falsidade. E não é? É! Olha, você olha pra uma mulher bonita; o que você fala? Você diz que ela é bonita. Agora você olha pra uma mulher feia; o que você fala? Voce diz que ela é simpática. Tá vendo? Pura ética social esse bagulho aí. Mas, de qualquer forma, vamos nos conformar com o paradigmático que o mundo nos apresenta, e no próximo concurso vote em Bertonie para Mister Brasil sil sil sil...

ps: Sim, eu voltei. E mais rápido que eu pensava. Mas essa é outra história do almanaque.

Adeus vocês

E eu e o meu computador morremos mais uma vez.
Adeus vocês.
Até nunca mais, mui provavelmente.
Beijo, não me liguem a cobrar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ser diferente é normal - quase!

Por muito tempo nutri um certo preconceito com emos. Melhor, ainda nutro. Emo, o que é um emo? Qual a razão da existência de um emo? Qual a função do emo na sociedade brasileira? Pra que serve um emo? Emo faz recisão de imposto de renda? Eu não sei a resposta pra nenhuma dessas perguntas, mas recentemente eu conheci uma emo. Ela não era emo muito emo porque aqui é Feira de Santana, e nada aqui é muito do autêntico. Mas era emo. E, gente, não é que eu seja uma pessoa má. Não. Não é isso. Longe de mim. Mas, olha, gente assim deveria ser retirada com urgência da sociedade. Crianças, cês não imaginam. O cabelo da criança tava super black power solto balança, ela tinha cara de zumbi, parecia que ia se espatifar no chão ali mesmo e não ria das piadas contadas pelos seres obscuros da reunião nem por ética social e deixava bem claro que não tava nem aí pra qualquer coisa que acontecia ali. O que me fez questionar o motivo, a razão e a circunstância que levou-a até o determinado lugar em questão. Olha, se por algum acaso do destino essa emo for eliminada da casa, eu não agradeceria porque eu tenho um good heart, mas comemoraria porque nós todos teríamos a magnífica oportunidade de fazer a seguinte pergunta: Quem matou a emo?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Enigma do Mês - agosto

POR QUE CÃES E GATOS SE ODEIAM?
(o porquê do maior ódio recíproco que se tem notícia,
por vários filósofos pós-modernos!)


Samia Grazi, do Meio Bossa Nova e Rock'n'Roll:

Gatos e cachorro
s, na verdade são grandes amigos. A gente o sabe, mas quando dormimos, eles se reunem em algum lugar secreto e começam a conversar sobre o dia a dia dos humanos. Elementar, caro Watson. Eles são espiões da mais alta estirpe, oblíquos e dissimulados (?), prontos para tramar e conspirar. Ah, você, mero mortal ainda não entende o motivo maior por trás de todo este teatro? Eles querem dominar o mundo, rapá! Que mané blá-blá-blá whiskas sachê ou melhor amigo do homem! Eles querem é muito mais. É por essas e outras que eu só tenho peixes, canários e um jabuti em casa.

Thaís Abdala, do Be Glad of Life:

Bem uma pergunta um tanto enigmática. Durante toda a nossa infância, assistimos desenhos em que cães correm atrás de gatos, e gatos fogem dos cães. Um sempre achando que é melhor do
que o outro, o que na realidade, não é. As vezes disputam o carinho do dono; disputam quem é mais forte, quem é mais fofo, quem tem mais status, digamos assim.
Talvez tudo isso seja loucura minha e eles se odeiam apenas porque são de espécies diferentes. Ridículo, não? Pois é, e nós fazemos o mesmo.



Thiago Laurent, do Disparos Mentais:

Cachorros e gatos s
ão animais domésticos, e, como tais, querem atenção do dono. O dono até que poderia dividir a atenção entre os dois, mas os gatos são muito na deles e os cães são mais engraçadinhos, então o dono acaba brincando e gostando mais do cachorro e o gato fica com inveja (?) e daí começa a briga entre os dois. Tá, eu sei, minha tese é perfeita. Sorry me, please!


Hiorrana Braga, do Tanta Gente Não Sabe:

As músicas dos gatos são mais famosas
que as dos cachorros. Fato!
Gatos são temas de musicais na Broadwa
y e música pra cachorro o Chaves e a TV Colosso fazem. Isso faz com que os cachorros se sintam diminuídos e ataquem os gatos onde quer que eles estejam. Mas os gatos nem ligam muito sabe. Eles somente correm. Afinal, esse é o preço da fama.



Crispi Souza, do Eu Sou Uma Pergunta:

Quem criou essa ideia de fato foram os donos de cães que odeiam gatos e os donos de gatos que odeiam cães, que vivem brigando/competindo entre si pra decidir qual é o melhor animal de estimação do mundo (que na verdade é o hamster, dã).
Conclusione: Gatos odeiam todo mundo, cães odeiam os carteiros e a música do gás, e donos de cães e gatos se odeiam entre si *.*


Agatha Araújo, do Break Free:

Tenho um gato, e pode acreditar, ele ficou horrorizado as duas únicas vezes que ele viu um cão frente a frente. Na primeira, a poodle da vizinha ficou - desculpem o termo - trepando na perna da minha irmã enquanto o Nick (meu gato) no colo dela tentava, desesperado, subir na cabeça da pobre coitada para fugir da terrível poodle de laços cor-de-rosa na orelha e latidos esganiçados, cujo tamanho era equivalente a metade da sua pança. Mas essa não é a questão. Na verdade minha tese é que essa rixa entre felinos e caninos nada mais é do que invenção humana. Mas por que perderíamos nosso tempo precioso com essa bobagem? Bom.. Aposto cem que “Tom & Jerry” deu um belo de um lucro para William Hanna e Joseph Barbera. Eu contribui inclusive - até blusa deles eu tenho é muita fofa e... É, isso também não vem ao caso -. [Pra mim não é questão de ódio, conheço cães e gatos que vivem juntos nos mesmo espaço com harmonia, o fato de um cão se estranhar com um gato é puro instinto, o gato é a presa amedrontada e o cão está apenas defendendo seu território, e quem sabe se divertindo. Por que não? Quem nunca brincou de pega-pega? Nada como a adrenalina de uma perseguiçãozinha beibe!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Aluga-se um Bertonie!

Olha, o processo tá difícil e o bagulho tá tenso. Eu sou uma pessoa calma, sei escrever frases com um concordância velúrica e linda, sei ler, sei cantar, recitar poemas de Konstantinovich Tolstoy e faço cover do Michael Jackson em festas de aniversário - mentira! Só não me peça para eu ter paciência. E não me peça para meu humor estar no ritmo de Calypso 24h por dia.
Olha, eu não gosto de acordar com minha mãe me ameaçando de morte caso eu não me levante da cama e dar de cara com armas indígenas na parede do quarto (sim, meu irmão colocou armas nativas tupiniquins na parede do MEU quarto!), além de ter menos de 15 minutos pra me arrumar e tomar café mais rápido que Bolt, ter que procurar que nem um louco a minha mochila e os meus óculos, ter que me encontrar com um monte de gente louca por toda a tragetória retilínia uniformemente variada, eu ainda encaro um monte de esquizofrênico disfarçado na escola. Não que eu seja muito diferente, mas se tem o que eu odeio é quando reclamam do meu mau humor. Mau humor matinal é algo natural, as pessoas não entendem. E reclamam. Argh! Só me lembro da frase: "João é irônico até nos gestos (???), véi!" e da "Ele acha que assim ele...". Eu não pude terminar de ouvir a última porque minha inteligência bloqueou minha audição e tudo que eu consegui ouvir foram as criancinhas telepáticas da África cantando "We are the world" na velocidade 9,58. E bocejo.
Olha, não é por nada não, mas se alguém quiser me alugar, eu tô disponível super. Como eu sou dimenor, é só assinar um email e enviar pra minha mãe. E tá tudo certo. E só.

domingo, 16 de agosto de 2009

Hoje acordei sem poesia

Eu queria ser o outro
Para que eu não fosse eu
Mas mesmo eu estanto noutro
O espírito migrante seria meu
E enganando o vil doutro
Eu seria eu

sábado, 15 de agosto de 2009

Ê, vida véia ruim...

Eu não tenho força para ter força
Eu não tenho coração para ter
Eu não tenho mente para que eu a torça
Eu não tenho a vida como ela é...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pra que a vida siga adiante

Eu decidi que enquanto o amor não vem eu preciso traçar logo minhas metas de vida e saber o que eu quero da minha simple life antes da morte pedir minha carona. Aqui vai a listinha (é duro não ter nada o que fazer, a gente tem que improvisar!):

  • Eu gostaria de ganhar um milhão de reais pra construir uma vida digna. Não é por nada não, mas eu meio que mais que mereço, viu?! Eu juro pra vocês que eu mandaria 20% da grana pra ajudar as criancinhas ribeirinhas da África.
  • Eu queria morar em frente ao mar porque eu acho pura poesia isso. Uma casa com um portão pequeno e duas palmeiras ao lado. Aceito doações.
  • Eu necessito publicar meu livro. Eu tô escrevendo meu best-seller aqui sobre um casal de irmãos incestuosos que tem problemas mentais, tadinhos, mas eu não sei se as minhas economias vão dar pra publicá-lo na Academia de Inteligência. E eu ainda tô na primeira linha. Que treva!
  • Eu queria fazer algo radiscal com as mãos (insira sua piada suja aqui). Eu não sei pintar, desenhar ou varrer a rua. Eu só sei escrever.
  • Eu quero ser doutor em alguma coisa. Mesmo que seja só mais um diploma na gaveta, mas eu quero!
  • Eu queria ter nascido na Suíça, porque lá todo mundo é rico, loiro e feliz. Mas, como eu não tive essa realização capitalista de vida, eu quero tornar o Brasil todo igual ao sul do país pr'eu não ter a preocupação de ser sequestrado a carro preto que passa. Grato!
  • E, por fim, eu gostaria de continuar querendo, querendo e querendo, porque o querer é a raiz da ação humana e nós somos estrangeiros na nossa própria casa. Eu não sei o que uma coisa tem a ver com a outra, mas eu achei que isso engrandeceria vocês enquanto pessoa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dúvida de quinta

Nessas idas e vindas da looonga estraaada da viiida, caiu-me de súbito a dúvida no coração:

Se num ninho de marfagafos há cem
marfagafinhos, quantos desmarfagafizadores
os desmarfagafizarão?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Esclarecimentos

Eu tenho uma amiga/amigada/simpatizante/conhecida/colega/filósofa de porta de banheiro que diz que jamais, never, em hipótese alguma, nem por um terno de um bilhão de dólares faria um blog porque as pessoas costumam escrever: "Hoje eu acordei bem cedo me recuperando de uma festa que houve ontem e fui à praia!". Eu adoraria poder escrever isso, mas, for me, a frase que "os blogueiros costumam escrever" já começou toda errada. Primeiro que eu não acordo cedo nem por uma jura de amor eterno, a não ser se o despertador estiver me mandando me arrumar pr'eu ir à escola - o que já é tenso na velocidade 7. Segundo: que negócio é esse de me recuperando da festa que houve na véspera? Quem foi o irresponsável que bebeu até não poder mais, fez coisas que até a Glória Perez duvida e ainda declara isso ao mundo num lugar onde até seus futuros filhos poderão ver e questionar a dignidade do pai? E que tipo de fadiga é essa que levou uma noite inteira pra ser descansada? Ih, bafão... E, pra finalizar, eu adoraria dizer que fui à praia no meu simple blog, mas aqui em Princesa do Sertão não tem praia, logo, é um sertão e, logo, eu não posso dar tal tropical informação. E tenho dito. Bati na porta com som e fúria e saí.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Why the sky is blue?

Daí que eu nunca sei como me comportar na igreja porque, invariavelmente, eu tô com Camila, que grita Glória e Aleluia de 5 em 5 minutos, ou com minha mãe, que dorme e quando a acordam ela diz que tava orando. Primeiro: sempre tem três músicas que são cantadas repetidamente e sequecialmente em pé, o que me cansa ever. Segundo: eu não sei a quantos graus devo levantar o braço. Abre parêntesis. As pessoas na igreja minha costumam julgar umas as outras de acordo com o jeito que levantam-se os braços, e isso deixa o bagulhete muito tenso. Fecha parêntesis. Terceiro: eu não sei o que significa a palavra comunhão. Quarto: eu me tremo todo quando o carinha do louvor manda a gente abraçar o irmão do lado. Quinto: na minha igreja as pessoas me chamam de Etienninho por causa do nome do meu pai e a minha semelhança enoooorme com ele, o que me constrange paca. Sexto: sempre tem alguma senhora que fala que me viu nascer - e eu sinto uma vontade enorme de dizer "E eu vou te ver morrer :)". Sétimo: as pessoas interagem comigo como se eu fosse de cristal, pedindo desculpas a cada nanosegundos por qualquer toque em falso. Oitavo: no tédio total, quando ninguém tá falando lá na frente ou nenhuma música tá tocando, eu cantarolo a música da barata ("E a barata comeu meu chocolate, tomou o meu suquinho, eu vou bater na cara dela..."), e parece que isso incomoda algumas pessoas. E só.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Agradecimento Atrasado

Meu pai aprendeu a falar the book is on the table na adolescência e acha que tem o melhor inglês de todo o mundo ever. Ele nasceu em uma cidade que fica no âmago do âmago do interior da Bahia chamada Barra do Rocha, mas diz pra todo mundo que nasceu em Ubatã, uma cidade vizinha que ele acha pura sedução. Meu pai clica naquelas mensagens de "Parabéns, você é o milésimo visitante deste site" e me diz que o computador tá cheio de vírus por eu armazenar muita coisa no meu computador. Ele é tão otimista que acha que os The Beatles ainda vão lançar um novo disco e que Roberto Carlos vai novamente estar no topo das paradas de sucesso. Mas ele me sustenta e diz que me ama sempre que volta de viagem com dois Batons Garoto, apesar de eu não dar a mínima atenção a ele quando ele chama toda a família para ir ao clube e entrar em desespero quando ele quer que vamos a sua cidade natal. Por isso eu o perdoo e faço com que o amor que ele sente por mim seja recíproco. Mesmo que expresso de formas esquisitas. Serei eternamente grato pela tua existência, Sr. Etienne Santos!

ps: Não achei nenhuma foto do meu pai no meu computador. Tá tenso o bagulho!

domingo, 9 de agosto de 2009

Não me deixe só, não
Sou normal, minha loucura é em vão
Eu sou o que vocês são...

R$1 + R$1 = bolso vazio!

Eu tava procurando um presente pro meu pai para presenteá-lo nessa data capitalista com muita dignidade quando meu cérebro entrou em pâne total e meus órgãos decretaram falecimento súbito coletivo. Gente, eu nunca vi tantos preços altos, tantos zeros em frente a vírgulas, tanta foto do Rodrigo Hilbert na C&A. Ah, criançada, eu não sou o filho do presidente não; alguém avisou isso pra eles? O destino do meu dinheiro se limita a ajudar as iguanas da Costa Rica, as crianças mudas e telepáticas da África e a caixa que eu tenho guardada atrás de Machado de Assis, quer dizer, dos livros dele. Bastou uma ida ao centro da cidade e pluft, plaft, zum (não vai a lugar nenhum...): foi-se o dinheiro do brasileiro. Uma cueca de 29,90? Não, prefiro a anarquia das peças íntimas. Grato! E o preço das calças jeans que foram costuradas pelas monjas cegas, surdas, mudas, paralíticas e com insuficiência cardio-respiratória no alto do pico das Agulhas Negras na selva amazônia, então? Sim, porque essa me parece a única razão dos preços das cousas do mundo atingirem a cabeça do Cristo Redentor! Eu tive que me contentar com um perfume modesto mesmo pra não despencar da linha da pobreza individual. Coloquei-o no fundo da mala do meu pai - que viajou para Porto Seguro à trabalho, comofas - e com um papel de: "Pai, você foi o melhor pai que eu já tive, bjsmil" (ps: é sério!) e pronto. O bagulho tá feito e eu não tenho responsabilidade nenhuma mais para vangloriar o templo do consumo dessa simple life and life. Oh, diáfana vida tirana...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Ok, cadê as câmeras?

Eu estava psicografando uma crônica futurista no meu caderno fail quando meu cachorro cruzou a avenida, levantou a patinha, deu adeus e correu em busca da felicidade. Bom, não necessariamente nessa ordem. Na verdade, eu tinha levado aquele filhote de cruz-credo pra fazer suas necessidades básicas de higiene individual e aí surgiram do além três vira-latas totalmente from hell que levaram meu pobre cachorrinho pro mundo da perdição. Oh, diáfana vida tirana. É claro que eu saí que nem um idiota correndo pela rua. Ai, crianças, eu não tenho mais idade pra tamanha ridicularidade. Eu, com toda minha sedução reluzindo na avenida (HAHAHA, eu adoro uma boa piada!), correndo atrás de quatro cachorros em som e fúria não é a cena mais agradável de se ver. O pior foi que eu perdi a criatura canina e eu não consegui mais raciocinar direito. Minha mãe pôs-se a chorar, meu irmão a gritar comigo e eu pensando: Why the sky is blue? Foco na paz mundial, minha gente. Não tardou muito pra aquele herege voltar com o rabo entre as pata, o que foi uma pena. Bateu um ódio tão grande daquele ser que meu instinto assassino por pouco não foi totalmente despertado. É preciso paciência pra ter paciência viu? Argh...Ps: Numa dessas idas e vindas da vida, um blogueiro do universo paralelo arremessou o seu carro para cima deste besta que vos escreve. Eu não vi, porque eu sou míope. Mas Camila, que é a parte da dupla que enxerga, viu e me avisou e empurrou. Por pouco esse blog não fica sem mais atualizações. Oh, vida tirana...
Ps²: Havia na prova de Química a seguinte questão: Qual a importância de comer bem? Se alguém souber, por favor me avisa, porque eu não como bem, logo, não sei qual é a importância da questão em questão. Grato!

Para refletir - mentira.

1. "O ovo é a alma da galinha", por Clarice Lispector.
2. A Hiorrana disse que eu sou sutil e subjetivo como um elefantinho bebê cor-de-rosa.
3. Eu tava achando que a gripe suína era só mais um assunto à toa na voz da Fátima Bernardes, mas depois que eu li a Super uma nuvem negra pousou sobre minha cabeça e tudo que eu consegui pensar foi the magazine is on the table. Agora eu tenho medo. Cuidado com os porquinhos, ok?
4. Ainda sobre gripe do porco, o Ministério da Saúde disse que todos os buracos devem estar abertos. Ouviram, moçada? Abram todas as janelas o mais rápido possível, arf...
5. "Olha esse sorriso tão indeciso. Tá se exibindo para a solidão..."
6. A polícia aqui da cidade tá em greve. Imagina só o hell que tá isso aqui!
7. Não se droguem, seu bestas!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Opa, tô bêbado!

De repente as coisas perderam o significado. Algo as tirou do lugar, não sei. Só sei que nada sei. Minto; sei que estou perdido. Estou mais confuso que um camaleão em frente a um arco-íris. Sei que a comparação não é boa, mas é válida nesta enxaqueca que me entorpece as carnes. Minto mais; a enxaqueca não existe, é fruto da minha tola imaginação para eu tentar fugir e desviar os pensamentos das dúvidas. Dúvidas idiotas. Em cada frase que penso há no final uma interrogação. Droga! Venderei então a minh'alma para acabar com esse problema: a melhor oferta leva... Ou não!
Voltemos agora a programação normal...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Barrados no baile

Eu tava navegando no meu computador - já que a internet resolveu fazer a louca e não funcionar com dignidade, abre parêntesis, estou de penetra na casa do vizinho, fecha parêntesis -, quando meu coração se encheu de ódio e eu resolvi fazer uma listinha das pessoas que eu jamais, never, em hipótese alguma, nem que me paguem (abre exceção!), serão convidadas para o meu casamento. Bom, eu ia fazer a lista dos convidados logo, mas essa dos barrados do baile ficaria mais digna. Tá, pode parecer meio precoce já que eu ainda tô na fila dos sozinhos, mas fazer o quê quando seu único programa é estudar matemática como se não houvesse amanhã? Vai aí a lista:


  • O meu professor de natação.
  • O meu professor de física - professor, se o senhor estiver lendo isso aqui, tudo que tenho a lhe dizer é "i'm sorry", mas você é chato!
  • A policial que me olha com cara de "de que buraco tu veio?".
  • A coligada que me vê toda semana e me faz sempre a mesma pergunta - isso há três anos.
  • A Hannah Montana.
  • Os quatro técnicos incompetentes do meu computador.
  • Os blogueiros imbééééééécis (assim, com acento mesmo!) analfabetos que leem o título da postagem e discorrem sobre ela.
  • A vizinha de apartamento que toca a campanhia aqui de casa desde o surgimento da gripe espanhola sem querer.
  • A tia de Camila que todo dia me pergunta se eu posso ajudá-la a arrumar um emprego (?!?!).
  • A cobradora do ônibus Tomba-Boulevard que, mesmo com uma moeda de 1 real no caixa, faz questão de me dar 20 moedas de cinco centavos.
  • O taxista que me pergunta se eu vou pegar o táxi dele toda manhã quando eu me aproximo, mesmo sabendo que eu vou a pé todo dia pra escola.
  • A diretora do meu ex-colégio que me humilhava em público quando eu cochilava na hora do Hino Nacional.
  • Os funcionários da editora Abril que nunca me entregam aquela porcaria de revista que eu assinei há uns dez mil anos.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Primavera se foi...

Se você estudasse na minha escola, você entenderia. Não que eu esteja reclamando. Não. Imagina. Longe de mim. Também não é que eu seja da espécie Allunus Soníferus que odeie o Professoryus Chattus. Não. Mas aquele colégio é pior que um manicômio - e se algum professor meu ler isso, eu tô lascado! Eu adoraria sentar a bunda na cadeira, rebolar os livros na carteira e gritar "É tudo meu-me!", calar a boca e assistir a aula. Mas não é bem assim. De 5 em 5 minutos tem atividade feliz em grupo. E vocês sabem como eu atoron em letreiros fluorecentes garrafais novaiorquinos trabalho em grupo, né? Falta FOCO nas pessoas e eu ainda não desenvolvi minhas técnicas de paciência num curso semestral com meu amigo Dalai Lama no extremo sudeste da antiga Índia Medieval oriental às márgens do Rio Shmawandhys, não. Eu não posso deixar de comentar que as pessoas na minha escola - além de mim, é claro! - não batem muito bem da bola. Basta andar por algum daqueles corredores obscuros que alguém te joga na parede, grita e pergunta se você tem bala - não necessariamente nessa ordem. Também não pode-se surpreender se alguém perguntar se você é inteligente, entende alguma coisa de literatura ou de onde você veio, vai e está no mundo paralelo. Além, é claro, de sempre ter uma pessoa chorando por algum motivo e sempre tem uma luta de espadas ficcional tupiniquim no meio da rua, o que faz todos correrem para as janelas e gritarem feito malucos - isso inclui a mim, dã! Ai, gente, eu não aguento tanta emoção não, viu?! Hug me? Grato!

ps: qual é a sua? Por que ainda não virou um hóspede do Hotel de Papelão? Acho bom você se hospedar logo senão eu vou ter que ligar pra um traficante e ninguém quer que eu faça isso, né?!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Me dá um HELP!

Eu, Bertonie, preciso da sua ajuda. Pergunte-me: Como eu posso te ajudar? A resposta é simples:
Pegue um cálice cristalino abençoado por Jaci e ponha-o na direção de Mercúrio, o regente de Escorpião, na noite em que o regente de Touro fazer uma espécide de triângulo-retângulo-místico com o regente de Sagitário e depois a Lua Cheia refletir em frente do mesmo, e faça voltinhas com uma adaga de Madagáscar até o cálice evaporar por completo e recite o Mantra de número 119 do leste da antiga Índia Medieval.
Mentira. É só clicar aqui, correr e partir pro abraço. E se tornar um hóspede, claro!
HOTEL DE PAPELÃO!
Divulgação mal feita, uhu, te amo!

domingo, 2 de agosto de 2009

Dúvida dominical

Por que com tanta gente nesse mundo
Eu nasci eu...(?)

No limite do limite

Sabe quando você tá no terceiro ano do colegial, às vésperas do vestibular, precisando passar com 9,5 na prova final de química, você odeia o professor, é recíproco, você não assistiu nenhuma aula, o governo quer que você faça parte do exército do universo paralelo, o processo tá difícil, você não sabe o que fazer no vestibular, o Enem tá chegando, as iguanas vem sendo consumidas na Costa Rica, o céu tá ruindo aos poucos, você tem quatro entrevistas de emprego + velório da cunhada do irmão por parte de mãe-de-consideração do primo de terceiro grau no mesmo dia da prova, além, é claro, de ter ganho um ingresso pro show de uma banda mega famosa do planeta vizinho que vai haver nesse mesmo dia? Essa não é minha situação, mas parece que tô exatamente assim; no limite.

ps: preciso ser feliz ainda hoje, alguém me convida pra um baile funk?