sexta-feira, 31 de julho de 2009

Suburbano desvairado

Resolveram agora que eu sei cantar. Pronto. Preciso de mais alguma coisa para descrever minha cara de iguana costa riquenha na frente da multidão julgadora? Eu tremia. Mas, quando tudo parecia perdido, eis que minha voz de taquara rachada pareceu servir pra alguma coisa. E eu cantei. Como era um ensaio nubi, ninguém estava prestando atenção, mas eu continuei lá. As pessoas nem me notavam, minha voz ecoava sem impacto nenhum. Mas eu era suficiente para mim. E no final, ainda recebi um elogio de duas pessoas muito especiais. De mim mesmo e de outro que eu nem sabia quem era, mas a partir daquele momento se tornou especial por ter me notado. E só.

Olhos de ressaca

"Olhos de ressaca"
E o corpo todo também.
FELIZ DIA DO ORGASMO!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Enigma da galinha oblíqua e dissimulada parte II

POR QUE A GALINHA ATRAVESSOU A RUA?
(a elite do conselho bloguístico-literário nacional se reuniu para discutir esse tema!)

Vitor Martins, d'O Fantástico Fusca Verde:

Certa vez me perguntaram o seguinte: "Amigs, por que a galinha atravessou a rua?"
Refleti '-' E com todo o meu conhecimento adquirido com os episódios de Scooby-Doo eu deduzi: Para saber por que a galinha atravessou a rua, devo pensar como uma galinha.
"Milho". Foi só isso que eu so
nsegui pensar. E, bem, talvez seja nisso que as galinhas pensem o dia inteiro. Exceto as galinhas mães, que também pensam nos seus pintinhos, sei lá. Sendo assim, dependendo da galinha, eu poderia dizer que ela atravessou para pegar milho, ou para proteger seus filhotes. Ou para dar milho aos filhotes RÁ!
E, se te interessa saber, você sabia que uma galinha pode viver até 9 dias sem cabeça? :B

Larissa Andrade, do Sophie Loren:

Porque estava tocando a música do Crossfox, da absoluta, no lado que el
a estava. Daí, não teve escolha, teve que atravessar.





Tiago Paulo, do Grama Azul:

Eu poderia dizer que a galinha atravessou a rua por vários motivos:
- Para procurar marido na fábrica do "Óleo de Oliva Galo".
- Para mostrar ao mundo que tirar pintos do ** é bem mais difícil do que colocar pintos nele como certos humanos fazem.
- Para assistir "Vende-se um Véu de Noiva" e participar do Show do Milhão, na ilusão de que se ganhasse teria alimento para todo o sempre.
- Para ser cobaia nos testes da teoria de quem veio primeiro, se foi ela ou o ovo
- Para tentar a fama, já que ouviu falar que "Galinhas" ficavam famosas entre os humanos apenas por mostrar o ra
bo. Quando a vissem tirando um ovo de lá então, ficaria milionária.
Mas infelizmente não posso confirmar nada disso, já que minha galinha foi atravessar a rua e nunca mais voltou.


Camila Carvalho, do Secappf da Vida!:

Eu não tenho uma opinião formada sobre tal assunto, eu já tentei perguntar para vários animais da espécie porque essa coisa com penas que bota ovos super deliciosos (ou não) atravessaram a rua. Sim, é verdade, eu perguntei pra galinha que tava na chácara do meu avô, e ela me respondeu um simples "có có" e saiu. E pela minha SUPER tradução eu entendi que ela disse "não fod*", e desde esse dia eu venho pesquisado muito sobre o assunto.
Ok, mentira. Aliás, verdade até a parte que ela me respondeu "có có", mas eu ainda não aprendi tal língua. Mas na boa, eu sempre quis saber o que faz uma galinha atravessar a rua, mas nunca pensei que, sei lá, isso seria levado a sério. PORÉM, estudos da Universidade de Oxford... ta, preciso parar de mentir. O fato é que eu não sei porque a galinha atravessou, mas algo me diz que as galinhas atravessam a rua pelo simples fato de que elas gostam de radicalidade. Gostam de sentir a adrenalina dos carros passando ali. GALINHAS RADICAIS, GRR.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Enigma do mês

POR QUE A GALINHA ATRAVESSOU A RUA?
(segundo alguns filósofos blogueiros pós-modernos!)

Lara Vitória, do Porquitos de Menta:

Certo dia me perguntaram porque a galinha atravessou a rua,eu realmente não sabia o que responder,perguntas difíceis nunca fizeram parte do meu dicionário,perguntas que incluem penas;muito menos. Muitos dizem 'se que saber o esconderijo do ladrão;pense como um' então vamos lá,pensemos como uma galinha:"porque você atravessaria uma rua?"...
Ok, isso não adiantou muito,galinhas são muito mais úteis na panela do que pensando.

Para tudo!se galinhas são muito mais úteis na panela ... ai esta a resposta!bem debaixo o nosso nariz!Galinhas até que são ágeis -Ah! aquelas pequenas patas- sim, provavelmente a coitada da penosa estava á fugir de um maldoso e faminto fazendeiro,e assim sem perceber por onde passava,só pensando em ensopado com batatas e em fugir,a ágil galinha acabou por atravessar uma rua,o que não lhe garantiu escapar de seu destino;uma carroça que passava por aquelas ruas de terra,atropelou a coitada.

Thaís Abdala, do Be Glad:

Eu poderia até perguntar pra galinha porque ela atravessou a rua, mas como a gente não tem muita intimidade achei melhor não perguntar.
Mas, deduzindo eu acho que ela atravessou a rua porque ela KISS KISS /piadinha velha e sem graça essa, não? :B




continua, beibe...




terça-feira, 28 de julho de 2009

Amigos para sempre - quase

Eu ia postar sobre o filme Sal de Prata que eu assisti ontem, ou sobre o desafiador problema do consumo exacerbado de iguanas na Costa Rica, mas aí aconteceu algo que, tipo, parou todas as galáxias do universo paralelo vizinho daqui. GENTEEEEEEEAM, PASMEEEEEEEAM, eu conversei com a diva. Não, eu não conversei com a Cleycianne, mas com a antiga diva, a do Piauí, lembra? Isso, eu falei com a linda, absoluta Stefhany. Você não deve estar lembrado dela porque os 15 minutos dela já se passaram, mas e daí? Stefhany? Amicississississíma minha! Sente só o papo que a gente bateu pelo Twitter (depois pelo MSN, depois pelo Skype e depois só Deus sabe...):

Stefhany:
Boa noite, gente... e lembrem-se: "Quando em seu coração reina a paz, da menor casa um palácio se faz!" Pensem a respeito!
Bertonie: Mimtira :(
Stefhany:
No teu coração não reina a paz?
Bertonie: (o que eu respondo?) Bem que eu queria, beibe. Mas a coisa é conflituosa (?!?!?!)
Stefhany:
conta pra titia stefhany... quem canta os males espanta! ê ê!
Bertonie: (hã?)
Pra eu contar ou cantar? Porque, tiops, eu tô rouco, num dá pra cantar :( *cry*
Stefhany:
você conta, eu canto, espantamos os males! hihihihi
Bertonie:
Não. Porque você sempre canta e eu sempre conto. Bamos inverter os papéis. No meu crossfox...
Stefhany: *deixa Bertonie no vácuo*
Bertonie: *crise existencial momentânea, vai passar, passou, uh...*

Pronto. Agora eu já posso morrer feliz. Porque eu conversei com a diva. Próximo objetivo: Gisele Bündchet. Alguém tem o twitter dela? Grato!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sorte da Semana


Vamos tomar um copo de água e
esquecer nossos problemas



sábado, 25 de julho de 2009

Bamos fugir...

Quando a gente pensa que todos já estamos no fundo do poço, vem o destino e nos mostra que sempre é possível dar mais uma cavadinha. O fato é que num trágico fim de semana, nos dias em que a ausência da tecnologia invadia-me a vida, tive de ir a um acampamento da igreja. Isso é completamente contra minha religião, meu direito de ir e vir e o das crianças e adolescentes, mas essa era a única opção já que eu não conseguiria suportar minha mãe pregando o sermão da montanha pra cima de mim o fim de semana inteirinho. Então eu fui. Fui num ônibus caindo lentamente aos pedaços. O acampamento já começou todo errado. Cheguei lá com um monte de gente desconhecida no meio do mato e o tédio invadiu a alma em questão de segundos. Eu tentei pensar na Crise Econômica, na Gripe Suína, nas crianças mudas e telepáticas, no décimo quinto artigo da constituição, mas não deu. Foi a monotonía do tédio de dois dias sem emoção. Pra onde eu olhava tinha música dos anos 70 ao redor da fogueira, crianças correndo em busca da felicidade, adolescentes cheios de desejos explícitos - MEDO! - e chuva, muita chuva, chuva por toda parte, e muito molhada também. Mas o bom é que isso passa, tudo passa, até uva-passa, e o acampamento from hell passou sem deixar vestígios. Ok, deixou sim, deixou a firme certeza de que acampamento com desconhecidos é um programa que eu não faço nem por um milhão de reais - ok, eu faço!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A volta dos que não foram

Tá, eu voltei. E DAÍ?! QUEM TE PERGUNTOU? Ninguém, só tô dizendo que eu voltei porque esse blog é meu e eu escrevo o que quiser, seus nubis! Tanto que eu resolvi auto-afirmar a posse que eu tenho deste espaço virtual inútil mudando o nome do blog e lenga lenga blá blá blá. Desculpe se isso não está fazendo sentido pra você, é que eu tô meio bêbado, sacou? Não de álcool, que eu sou menor de idade, mas de chocolate que é o que tem mesmo. Bom, o imbééééééécil (assim, com acento mesmo!) do dono do supermercado que fornecia internet de grátis pra fubazada toda aqui do prédio resolveu cortar a net porque a gente não compra no supermercado dele. CAPITALISMO SELVAGEM, CORRAM! E aí meu pai teve que se virar nos 30 pra arrumar um modem (juro que eu nem sabia o que era isso) do universo paralelo e se jogar no chão pra convencer os vizinhos que a Oi Velox era a melhor opção. O chato mesmo é que eu tava superbem vivendo sem internet. Eu não tava querendo nem voltar pro mundo selvagem da blogosfera, porque, cá entre nós, raça ruim é blogueiro, viu? Você só recebe atenção se fizer isso bem antes, e só pode ser recíproco se você for simpático e seus textos bonitinhos, e sorte a sua se receber MIL comentários de adorei seu blog amigs. Não é que nem amor de mãe. Não que eu esteja reclamando. Não. Imagina. Longíssimo de mim. Então eu resolvi fazer psicanálise com a bibliotecária do clube - isso é outra história do almanaque. O mais estranho de tudo mesmo foram os inúmeros técnicos responsáveis e irresponsáveis pelo bem-estar dos computadores feirences que rondaram meu apartamento. Dúvidas caíram no coração. Por que sempre faltam fios, cabos e antenas aerodinâmicas na hora de concertar o bagulho? Por que há sempre uma placa queimada, um chip perdido? Por que Coca-Cola é melhor do que Pepsi? Por que existem 4 porquês? A palavra velúrica existe? É pau, é pedra, é o fim do caminho?
(Eu reli esse texto. Ficou a bactéria da mosca do cocô do cavalo do bandido. Hug me?)

domingo, 19 de julho de 2009

A Verdade Contida

Sentou-se, acendeu um charuto cubano e abriu-se para a mulher:
_Eu sei a verdade!
A esposa pasmou-se. Empalideceu-se com o marido esquizofrênico. Agora ele sabia da verdade, não adiantava mais fazer-se de atriz e encenar o esplendoroso espetáculo do cotidiano. Todas as vibrantes reuniões de família, noites de voluptuosidade, celebrações de final de semana e adjacências perderam completamente o significado; tudo não passava de mentiras muito bem formuladas para encobertar a mais nua, crua e verdadeira verdade, contida e dissimulada. Desesperava-se enquanto passava o café, coando-o com uma inútil atenção. Caiu uma lágrima na xícara. Deve ter ajudado a adocicá-lo, pensou. A solução encontrada foi separar-se do marido esquizofrênico, dependente seu, e fugir dali o mais rápido que suas pernas conseguissem. Queria estar longe quando o marido publicasse a verdade na primeira página do mais popular jornal. Acima de tudo, tinha medo e vergonha; vergonha do medo e medo da vergonha. Distante do esposo sentia-se insegura, perseguida. Sentia em cada olhar um julgamento diferente, sentia que estava nua, vestida apenas da verdade. Mas era necessário; fugiu dali com a roupa do corpo.
O tempo passou e encontraram o corpo do seu ex-marido na cozinha; cortara os pulsos com a faca do pão. Suicidou-se, não podia viver sem a esposa fugida. Ao lado do cadáver havia um jornal com a manchete: "Saiba a verdade por trás da Crise Econômica!".

domingo, 12 de julho de 2009

Mini-Crônica Problemática

O fato é que não há problemas. O problema é o seguinte: não há problemas*. E a ausência de problemas em si é um dos mais assustadores problemas. Não que eu me deleite ao ver-me coberto de adversidades por todos os lados. Muito menos que eu me situo na mais perfeita paz. Pelo contrário. O tempo e a mente já não são gastos com a resolução das reais complicações e trabalham apenas arrastados, por osmose no heroico espetáculo do cotidiano. Um problema é um problema. E o ser humano precisa de problemas para crescer. Sem problemas não há vida. Sem vida não há problemas. E a recíproca é verdadeira. Às vezes é preciso que tudo dê certo para que os problemas sejam enfim valorizados. O perfeito é chato. É preciso perder a hora, o trabalho, o carro, a saúde, o dinheiro. É preciso ter pais autoritários, ter um país autoritário, ter um coração autoritário. Necessário é perder na prova, na luta e na guerra para investir-se nos estudos, nas forças, nas armas. É preciso problemas para ter-se dilemas. Acaso a crônica e a poesia, em todas as suas formas, existiriam sem os problemas de verdade? Não! Problemas são bônus em forma de ônus que prejudicam e edificam ao mesmo tempo. E por isso que enquanto os problemas continuarem marginalizados e mal-encarados, o mundo não vai pra frente.

*frase de Fernando Sabino (O Encontro Marcado)