segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sem net, sem vida, sem dignidade

Pronto. A elegia tá armada. A internet sumiu, caiu, virou a esquina, passou na praça... D-E-S-A-P-A-R-E-C-E-U. E essa é a causa da minha ausência n'A Vaca. Eu tô sofrendo na velocidade 6 aqui, tendo que disputar computadores, que foram fabricados no século passado, por crianças de 8 anos na terceira série aqui na escola.
Tô aproveitando esse tempo de dor and dor pra escrever meu livrinho bonito sobre assassinatos. Depois eu volto. Ou não D:

terça-feira, 9 de junho de 2009

Black power solto balança

Eu sofri, chantageei, me fiz de vítima, matei, morri, me joguei no chão, me humilhei, bebi dois litros de perfume, mas consegui ler Veronika Decide Morrer - o primeiro livro de Paulo Coelho, o bruxinho camarada, e o primeiro que eu li do cabra. Eu sei que vocês odeiam ele porque a vovó ensinou que pessoas como Paulo Coelho e Raul Seixas são macumbeiras, filhos do Chuck e tudo mais de ruim na velocidade 6, mas eu devo confessar que adorei em letras de outdoors toquinianos o livro do cabra. Cara, apesar de alguns erros de português e de concordância que os editores provavelmente falaram: Ah, bamos deixar essa bagaça rolar solta aê e vamo ver no que é que dá!, o livro narra uma história linda de uma blogueira eslovena do mundo paralelo (?) que num momento de tédio resolve acabar com sua vida ali mesmo; no meio da novela das seis. Só que ela não consegue, porque é incompetente até a raiz dos cabelos e vai pra um centro psiquiátrico meio anárquico, sabe, onde as pessoas gostam tanto de lá que fingem ser mais loucas do que são para poder ficar lá forever and ever. Nesse centro, ela apronta várias confusões e vive várias loucuras com uma galerinha da pesada e pererê, parará, caixinha de phósphoro e tal. A história do livro é muito bonita, o autor faz umas críticas e algumas revelações que eu não fazia ideia, e o final é surpreendente.
Falta de assunto pra postar é optimo. Flagelação Mental, é lindo dizer...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Coração a mil

Eu quero me casar com a caixa do supermercado. Pronto, falei. Ah, gente, dá um desconto!!! Ela é podre de podre de linda, absoluta, perfeita, combina com meu bio-tipo, inteligente na velocidade 6 e, além do mais, trabalha no caixa especial de idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais. Ou seja, além de ser ter todas essas características e ser o objeto da minha devoção, ela trabalha no meu caixa preferido e o que eu mais frequento. Sim, porque vez ou outra eu faço o louco e digo que tenho alguma capacidade mental reduzida - o que não é muito complicado - pra adiantar o processo. O importante é ficar na frente da fila e receber aqueles dentes mais alvos que a tela defeituosa do Windows se abrindo num sorriso Colgate Plax Whitening. É só correr e partir pro abraço!!! Pena que nossa conversa não passe de Não, o preço o ceral é 4,50!!! - Não, querido. É 5 reais!!! mas um dia muda :D Eu não posso deixar de comentar que ela é conhecida de Camila, meu carma amigo individual. Ou seja, é meio caminho andado para a fórmula do sucesso. Mas fiquem tranquilos que eu não vou fazer como o Ronaldo, como a Gisele Bündchen e como a Sandy, vou convidar todo mundo pro casamento, ok? Compro passagem pra todo mundo para Salvador e quem não puder vir acompanha tudo segundo a segundo aqui no blog. O quê que há, hein? Sonhar é bom e travesseiro é barato!!!

domingo, 7 de junho de 2009

Emoções de um sedentário

Eu posso dizer que já posso ser independente e morar em um apartamento no Sergipe bem longe da realidade paradigmática cotidiana. Ou não. Só sei que ontem, eu acordei às 3 da tarde e percebi que todo mundo tinha sido abduzido pra um mundo paralelo bem mais legal que esse aqui. Eu tava sozinho, sem ninguém, sem família, sem amigos, sem cachorro, sem dignidade. Como meu estômago latejava vazio eu corri pra cozinha para ver o que eu poderia fazer. Porque de vez em quando eu faço o louco e taco fogo tentando imitar a Ana Maria Braga. Eu vi umas panelas cheias de comida e cheguei a conclusão de que eu devia esquentar ou algo do tipo. Não deu 2 segundos pr'eu encher a cozinha de gás do butijão - sem micro-ondas aqui, aí já viu. A vida seria mais simples se os isqueiros soltassem fogo (?) na direção que a gente coloca. Mas não. Tem que fazer questão de queimar os dedos antes de exercer sua função socio-corporativa na sociedade familiar. E ele não acendeu a porcaria do fogo. Só me lembro que eu já tava tocindo por causa do gás que eu acendi na velocidade 6 quando meu pai chegou. Pra quem não sabe meu pai dá aula de gastronomia e culinária todo sábado pro meu irmão de 7 anos que é o único aqui em casa que se interessa pelas mesmas coisas que meu pai: futebol, cozinha, Globo Rural e cachorros. Meu pai chegou, me socorreu da minha experiência de quase morte e desligou o gás. Alguns minutos depois ele acendeu o fogo no fogão numa simplicidade que deu medo. Foi incrível demais. Ele não só esquentou a comida como fez o sertão virar mar e o mar virar sertão. Eu não tava preparado pra tanta emoção. Me bateu uma felicidade por meu pai ter existido, sabe, muita felicidade. E eu, além de conseguir almoçar, ainda tive a felicidade de poder compartilhar esse momento único do meu final de semana com vocês aqui.

sábado, 6 de junho de 2009

Atoron o perigon

Eu descobri que uma professora do meu antigo colégio que ignorava a minha existência, uns colegas, um antigo vizinho que tocava Raul Seixas na maior altura possível e imaginária na velocidade 6 e a filha do pastor da minha igreja leem meu blog. E cada um chegou aqui por caminhos totalmente diferentes. Se foi através de Orkut, Twitter, Google, psicografia, dispacho na esquina ou boca-a-boca, eu não sei. Só sei que eles chegaram aqui. Eu nem sabia que eles se importavam comigo. Talvez nem se importem mesmo. Mas a cada dia vejo mais pessoas que se interessam pelos meus escritos, pelos meus distúbios e pelas minhas loucuras. E não sei se isso é bom ou ruim. No entanto, eu me sinto igual à Augusto Cury. Ele disse que se sente ameaçado ou pressionado quando alguém fala: "Soube que você está escrevendo outro livro. Mal posso esperar, deve ser uma maravilha!". E é assim que eu me sinto quando alguém me diz: "eu leio seu blog".

ouvindo: Hoje eu tô sozinho, de Ana Carolina

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Resignação

Se tem uma coisa em que eu tenho dificuldade ever, é em trabalho em grupo. Eu não tenho calma suficiente pra esperar ninguém. Eu não tenho paciência pra pessoas lentas, pessoas que me ignoram e que deixam bem claro que não tão nem aí pro meu desespero Armageddonico. O problema desse povo é FOCO, é FOCO. Tem vezes que as pessoas confundem meu senso de humor piadista/quase com despreocupação. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Em todo grupo que eu participo sempre tem aquele que deixa bem claro que não tá nem aí pro trabalho, aquele desesperado-amanhã-é-vestibular, aquele que acha que tá fazendo 100% e aquele que só pergunta, só reclama, só chia. E o problema não é com o trabalho de grupo em si, mas comigo mesmo. Esse negócio de que várias cabeças pensam melhor que uma não cola. Cada cabeça tem pensamentos diferentes que divergem violentamente na hora do trabalho. E ponto. Talvez a culpa do meu desamor à esse tipo de atividade se deve ao meu ego mesmo. Sempre confiei muito em meu trabalho em solo, na minha responsabilidade e em tudo meu-me. E eu me acostumei em trabalhar só. Gosto de ser só. Porque sozinho você pode dar o rumo que quiser aos seus projetos, não tem que sorrir simpaticamente quando está estressado, ser apressado, ser atrasado, interrompido, aborrecido, além é claro de criar relações amigáveis externas bem mais saudáveis.
Mas já que por toda minha vida estudantil e acadêmica eu vou ter trabalhos em grupo mil, tenho que me acostumar, logo depois de desenvolver minhas técnicas de paciência oriental que aprendi num curso semestral com meu amigo Dalai Lama quando fui ao centro moderno budista lá no extremo sudeste da Índia medieval às margens do Rio Shmawandhys.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Memórias indefinidas

Você é uma pessoa politizada? Você é um membro socialmente ativo na comunidade ecológica do centro da cidade? Você se preocupa com as políticas combatentes ao consumo de iguanas na Costa Rica e com os castelos que o Aécio Neves tá colocando em BH? Se respondeu à pelo menos uma dessas perguntas... CONGRATULATIONS. Parabéns por você não ser só mais um dos tantos analfabetos políticos do noroeste de Rondônia, eu fico feliz por ti. Pronto. Eu não vou mentir pra fazer o pseudo-cult-mental. Eu não me preocupo com a saúde das filhas de Barack Obama, com a belíssima horta que Amy Winehouse cultiva em seu quintal ou com as memórias pré-póstumas do Oscar Niemeyer. Não mesmo. Eu quero que as filhas de Barack Obama continuem saudáveis, quero que Amy Winehouse tente a felicidade fora dessa horta e quero que o Oscar Niemeyer dure muitos Carnavais, mas não movo um músculo pela situação agrária do sul da Amazônia. Eu também não luto pela conservação das matas virgens na América Central, pelas crianças pobres da África, pelas mulheres mudas e telepáticas do Japão e pela democratização da China. Não mesmo. Eu escrevo, porque eu vivo um bom tempo só de palavras igualzinho a Clarice Lispector. Mas como não só de livros se faz um país, eu convenço as pessoas à votarem nulo já que não tenho idade e dignidade pra votar - porque o Nulo é o único merecedor do voto do povo brasileiro -, eu faço/quase a coleta seletiva, eu intercedo pelos mendigos desamparados ou pelos orfãos descalços. E só. Quem escreve, principalmento num mero mortal blog, o faz pela sua forma de enxergar o mundo em que o cerca. Nem meu blog e nem eu receberemos a gratidão mundial pelos meus objetivos na política, economia e na sociedade, porque só tenho objetivos. Nenhum ato digno de aplausos. Só objetivos. E eu escrevo para me salvar.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Dignidade na TV

A equipe desse blog nem precisa dizer que quase foi às lágrimas quando assistiu pela primeira vez um pedaço do novo reality show da Record, A Fazenda, né?! As sub-celebridades quase desconhecidas e anônimas da TV que comemora horrores quando consegue ficar em primeiro lugar na audiência durante 6 ou 7 segundos seguidos (uau :o) são o máximo. O mais legal de tudo é assistir à aquelas conversas super dignas. Papo cabeça mesmo, sabe?! Quando não são técnicas pós-modernas-contemporâneas-de hoje em dia-da atualidade recente para tirar leite da vaca, é a infância sofrida de pau, de pedra e do fim do caminho que aquele povo teve. São muitas lágrimas pra só dois olhos. Essa gente que fez faculdade de direito, de publicidade, de jornalismo, de psicologia, de designer de joias (?!?!?!) mas não concluiu nenhuma versus nenhuma me emociona. Fora o Brito Jr que é o rei dos pleonasmos e das obviedades. Aparece uma imagem de uma vaca e o Brito fala: a vaca. Eu adoro isso. Muita luz e muito luxo. Agora olha pra minha cara de Chuck e me responde: quem vai querer parar o mundo pra assistir um programa de gente semi-nua tentando tirar leite de vaca? Boa preparação espiritual para o final de semana pra você também...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sem ordem e sem progresso

  • O cara do meu grupo de trabalhos e blá fixo da escola: "Que tal a gente fazer um rodízio e em cada trabalho uma pessoa se dedica mais?". Primeiro, a vontade de rir foi grande. Segundo, não gosto de rodízios, obrigado. Terceiro, que coisa moderna é essa de se dedicar mais que o outro? Que tipo de Anarquia é essa que mamãe não me ensinou? Odeio essa gente que me trás de volta ao planeta Terra. Obrigado. Volte sempre.
  • Os comentários do meu blog enchem meus olhos de lágrimas. Eu não sei se me emociono mais com o euri bjs ou com o achei bacana, flw. Gente, ética social, pelamor. Se não leu, ou finge que leu, ou vaza serelepemente. E a epigrama é direcionada.
  • Computador, cedê (ainda existe?), mp4 e cereal são coisas que não podem ser divididas jamais.
  • Nunca mais vou comer Nescau, o cereal radical. Esse negócio não faz muito bem pro intestino. É triste ser a voz da experiência.
  • "O sol sobre a estrada é o sol, sobre a estrada é o sol".
  • Se meu blog é mesmo como esses prêmios e selos falam, se eu contribuo tanto para a cultura literária bloguística federal, por que eu não tô sentado na poltrona 42 da ABL? Muito injusto esse mundo, né gente?!
  • Eu poderia reclamar da falta de amor. Mas eu trocaria toda essa falta de amor por uns dois quilos de notas de 100 euros. Não é por nada não, mas eu mereço, viu... O amor pode ficar pra depois, sem problema. Pronto, falei.
  • Sim, eu gosto de conversar. Não, eu não converso às 6 da manhã.
  • Eu tive um sonho. Sonhei que todos os Chucks com fones de ouvido, capuz, espinhas, óculos e aparelho dental poderiam atravessar a rua sem que sejam questionados os seus motivos.
  • Só falta acertar as datas pra eu e a Larissa fugirmos pra viver num circo em Fernando de Noronha. Falta pouco...
  • Me adicionem no MSN. Sou gatinho, solteiro e tenho uma hebecam. KKK, tô um caos hoje. E não, não me adicionem.
  • Nem acredito que ainda é terça-feira. Minha mente dói.
  • Tá difícil o processo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Cala a boca, modista!

Enquanto o mundo inteiro tá super preocupado com o anjinho bundudo do Mtv sei-lá-o-quê-perdão, com a gripe do porco, com o novo reality show da Record cem por cento sedução (A Roça, sei lá!), com as roupas da Patrícia Poeta, com aviões que caem, com o problema da falta de mulheres no noroeste de Rondônia e pererê, parará, eu só tô focando meus óculos em duas coisas. Primeiro, no final dessa semana que cansa minha alma mesmo quando eu não movo um músculo. Segundo, em Portugal. Sim, em Portugal. Descobri que esse lugar vai ser palco do novo top do top do topo do top. Esqueça as dancinhas indianas. Dia desses eu tava levando a vida com muita fé no coração quando um grupo de universitários (é incrível como esse povo consegue estar presente em todos os lugares. Ê raça estranha!) que estavam aqui na frente do prédio comendo pamonha (?), colocaram uma música pra tocar. A vida tava pura arte e de repente o batidão tocou. Nem deu tempo de eu repreender aquilo em nome da Márcia Goldschmidt e eu já tava dançando mentalmente. Aí eu percebi que eu não tava entendo nada versus nada da letra da canção. Normal para quem é obrigado a escutar todo dia o funk carioca e o pagofunk (?!?!?!) baiano. Mas aí eu descobri que aquilo era um português cheio de sotaque - eu sei que o português com sotaque é o nosso, mas... - da terra de Camões. Achei aquilo puro poema. Vi aquele estilo em umas comunidades nubis do orcute que eu faço parte desde a construção do Muro de Berlim e tipo, viciei. Descobri que o cantor - só conheço esse desse estilo mesmo - se chama Angélico Vieira. Ele é um português com cara de um índio macunaímico amazônico. Tá, as letras podem ser uma chatice sem fim e os clipes parecem ser mais de hip hop do que tudo na vida, mas eu adorei tudo e resolvi que vou tentar a felicidade cantando esse estilo. Algo me diz que é nisso aí que eu vou arrasar total...