domingo, 7 de fevereiro de 2010

Single Queen

.               thiago     diz:
*affffffffff
*acho que ela vai no faustão
     bertonie     en las vacaciones diz:
*NEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEM
*tomara que ela nao assassine a carreira dela desse jeito


Nesse momento me veio a imagem tenebrosa de BEYONCÉ no Faustão. Eu nem sei como podem colocar as duas palavras numa só frase, mas vamo lá:

- Estamos aqui com Biônci, essa fera da música internacional, vendeu mais disco que a Ivete Sangalo, bicho, ô loco meu. Então, Biônci, você toparia desfilar no carnaval, rere?
- Not.
- Ô loco, bicho. Além de ser uma mulher batalhadora, de raça, de fibra, que muito lutou nessa vida pra ter seu espaço como mulher, como cantora, como afro-descendente, ela ainda é firme nas decisões. Porra, cadê a tradutora?
- Tô aqui, ó.
- Ah, pergunta aí pra Biônci se ela tá gostando do Brasil?
- Do you like Brazil?
- errrrrrrrrrrrrrrrr...
- Yeah? Isso foi um yeah? 
*plateia aplaude*
- Então, pra terminar nossa entrevista com essa fera do rock (?), diz aí, Biônci, qual a mensagem que você quer deixar pro povo brasileiro, que te ama, que te quer, que te venera, etc?
- Love.
*plateia chora emocionada, Beyoncé sai e as dançarinas dançam Single Ladies. Fim*

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Diário de Eduard

13/02

- Estado civil?
- Solteiro.
- Profissão?
- Desempregado.
- Endereço?
- Praça Ramos.

A vida às vezes é bem engraçadinha mesmo.
Fiquei na fossa depois de um documentário francês about the love no Globo Repórter. Sei lá porquê. Dane-se o porquê. Mas de certo modo fiquei feliz por a ruiva do documentário ter tido um final feliz; fugiu de um casamento que era uma furada e foi viver a vida com quem ela amava de verdade. Haha. A gente percebe que nossa vida precisa de uma reforma quando se emociona com a protagonista de um documentário francês de quinta.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sonhando sem perder a elegância

Daí que tava meio que passando uma reportagem sobre gente que vence na vida, olha sua posição e diz: YEAH, I CAN! E eu, tipo, adoro essas matérias porque meu sonho sempre foi vencer na vida ou uma coisa desse nível. BUT, se a gente prestar um pouco de atenção, a gente repara que essa gente que antes era faxineira da Galeria do Rock e hoje é dona da Company Business Towes ralou muito para chegar aonde chegou. E trabalhar até perder a dignidade não é lá muito a minha balada de verão. Eu queria ficar rico à la new world, saca? Tipos, eu tô vendendo, sei lá, enciclopédia do Sérgio Nogueira de porta em porta e, na segunda porta que eu bato, o meu cliente, que tá no leito de morte, grita: Rápido, eu estou morrendo, não tenho família e não tenho com quem deixar minha herança de sei lá quantos milhões de dólares. Help me! Daí eu soletro: J-O-Ã-O, recebo minha herança de sei lá quantos milhões de dólares e tudo fica lindo. Fiz fortuna vendendo enciclopédia do Sérgio Nogueira. Rá, pena que a vida não funciona assim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Be italian

Infelizmente, o trailer original não dava pra incorporar em Vacaciones

Então, criançada, meu último desejo de todos os tempos da última semana, além de um óculos com aros brancos e ver um show dos Móveis, tem sido ver Nine. Como eu moro no interior e as coisas demoram horrores pra chegar aqui, vai demorar um pouquinho pra virar realidade, mas tamo aí na expectativa...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Frivolities of a Candyboy

Daí que minhas aulas começam semana que vem e eu não tenho o que vestir. Haha, mentira, eu vou passar o ensino médio usando uniforme mesmo. O que é a little sad porque eu sempre sonhei em passar o colegial num Sessão da Tarde style ou à la Malhação, mas a gente vai aos poucos superando. Tamo aí na luta. Então, né, dia 8 a gente volta à labuta. Mas eu não tô com NENHUMA expectativa pra esse ano letivo. Sérião. Porque, tipos, ano passado eu fui todo serelepe achando que 2009 seria, sei lá, que nem a família feliz da propaganda do Bradesco - ou do Itaú, não sei -, mas foi brochante. Foi, tipos, um ano CHATO. Portanto, as circunstâncias me levam a não esperar nada desse ano, senão eu corro o risco que quebrar a cara. Ou não, vai saber.

 








Good things come for boys who wait

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sofia

Sofia sofria. Sofia sofria por não sofrer, por viver a vida escrita. Sofia tomava Domecq da adega nobre da cidade, quando queria tomar vinho barato em motel de beira de estrada enquanto bailava e gargalhava ao som de Amy Winehouse na vitrolinha. Sofia usava Louis Vuitton, quando queria usar jeans escuro comprado apressadamente em loja de bairro por estar atrasada para o trem que ia rumo ao sul, para passar o reveillon em Copacabana. Sofia escrevia poesia, quando queria escrever diário algum que valha a pena.
Mas, apesar disso e apesar daquilo, Sofia sorria.
O telefone tocou. Era ninguém - só um moço. Não um qualquer, mas um que almejava o pequeno coração da menina Sofia. Ela ignorou - deixou o telefonema morrer-se. De correntes para prendê-la bastava a da sua vida escrita.
Sofia deitou e olhou o teto. Era madeira, jacarandá da Amazônia, talvez. Queria olhar para outro teto - o do céu estrelado. Fechou os olhos e os abriu. E deparou-se com um céu pontilhado. Ironia da imaginação. De repente, percebeu que algo a incomodava, espetando-a levemente, e um estranho cheiro de natureza atingiu-lhe o nariz. Surpresa, Sofia percebeu que não mais em seu apartamento estava. Atordoada, correu ao encontro das luzes dos carros que cortavam a noite. E percebeu que não aquilo era ironia da imaginação. Podia sentir que era realidade - realidade que a tocava e a afetava. Viu uma grande placa que dizia: "Bienvenido a Buenos Aires". Olhou confusa para os lados, o vento e os carros passando, um pequeno jardim ao fundo.
  _Está fazendo o quê, maluca? _perguntou uma garota ruiva com as mãos nos ombros de Sofia.
Pálida, olhou para as próprias mãos. Numa delas, uma garrafa meio cheia ou meio vazia de um vinho qualquer, desses que vendem em padaria. O rosto pasmo deu lugar a um sorriso há muito adiado. Não entendia nada, mas estava como sempre quis estar: livre.